Chuva forte causa transtornos em Santos (SP); acúmulo de água ultrapassou índice de 20 dias

Gabriela Lousada
Do UOL, em Santos

Chuvas de verão
Chuvas de verão

Após dias de sol forte e temperaturas beirando os 40 graus Celsius, a chuva chegou com força no fim da tarde e início da noite desta sexta-feira (23) nas cidades da Baixada Santista (litoral de São Paulo) e causou estragos.

Em Santos, ruas alagaram e pessoas que dependiam do transporte público demoraram duas horas ou mais para fazer trajetos que, normalmente, levam 20 minutos para serem concluídos.

O centro e a entrada da cidade foram os locais mais afetados pela tempestade que atingiu a região. A rua João Pessoa, uma das principais vias da área central, ficou totalmente congestionada em toda sua extensão, por mais de três horas. Carros e ônibus chegaram a ficar 40 minutos parados no trânsito.

A avenida Nossa Senhora de Fátima ficou completamente alagada, nos dois sentidos. Os veículos que estavam no centro e que seguiam tanto para o município de São Vicente (cidade vizinha) quanto para a zona noroeste de Santos não conseguiam atravessar a via.

Segundo a Defesa Civil, em quatro horas, choveu mais do que os primeiros dias do mês. O índice pluviométrico da cidade atingiu índice superior a 100 milímetros --pouco mais do que o acumulado entre o dia 1 e 20 de fevereiro (91,5 mm).

Trajeto de 30 minutos levou três horas

O estagiário de contabilidade Marcello Santori, que trabalha no centro de Santos, demorou três horas para chegar à casa da namorada, moradora de São Vicente. Normalmente, ele conclui o mesmo trajeto em cerca de meia-hora.

"Fiquei mais de uma hora parado só na rua João Pessoa. A entrada da cidade estava um caos, toda alagada. Ninguém passava. Minha sorte é que minha namorada mora quase na divisa entre as cidades; mas quem mora mais para o centro de São Vicente deve ter ficado muito mais tempo no trânsito", relata.

Já a advogada Vera Fiuza demorou mais de sete horas para descer a serra e chegar em casa, no bairro Ponta da Praia, em Santos. Segundo a advogada, após enfrentar horas de congestionamento na estrada, quem chegava à entrada da cidade por volta das 23h30 ainda encontrava dificuldade para trafegar. "Só passava um carro por vez pela esquerda", conta.

A chuva também causou um deslizamento no Morro da Penha, mas ninguém se feriu e nenhuma residência foi atingida. 

 

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