Polícia estoura clínica de aborto no Rio; médico foge, mas termina operação

Julia Affonso
Do UOL, no Rio

  • Arte/UOL

Uma mulher que fazia um aborto em uma clínica em Xerém, distrito de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro, quase morreu, depois que o médico deixou a sala de operação para fugir da polícia, durante uma ação para fechar o local nesta quinta-feira (14).

Segundo o delegado Marcello Maia, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), o médico Carlos Eduardo de Souza Pinto, 42, deixou a paciente sangrando e desmaiada na mesa, quando tentou escapar. Ele se escondeu na caçamba de um carro na porta da clínica, mas foi capturado e levado pela polícia de volta à clínica para terminar a operação.

Depois do procedimento, a mulher demorou cerca de duas horas para se recuperar. Quando ficou bem, foi levada para a delegacia e presa por prática de aborto. Após pagar fiança, ela foi liberada. O médico foi autuado por tentativa de homicídio.

No total, dez pessoas foram presas em flagrante e a clínica foi fechada. No local, os agentes detiveram Rosemere Aparecida Ferreira, 45, dona da clínica e que atuava como enfermeira, Débora Dias Derreira, 19, responsável por conseguir pacientes e providenciar o transporte, Agda Pereira Iorio, 43, ajudante da enfermeira e faxineira, Jadir Messias da Silva, 49, taxista que rotineiramente realizava o transporte das pacientes, e o policial civil Edilson dos Santos, segurança do local e que foi detido dando fuga ao médico.

Três pacientes também foram presas em flagrante, pagaram fiança e vão responder, em liberdade, pelo crime de aborto e formação de quadrilha.

Três mulheres que aguardavam o horário para a realização do procedimento abortivo, foram detidas e encaminhadas para prestarem depoimento na delegacia.

A operação começou na quarta-feira (13), após os agentes terem recebido uma informação anônima sobre a realização de abortos praticados com pagamento em dinheiro, incluindo o transporte das mulheres em frente a uma loja de departamentos até a clínica.

Segundo a denúncia, um táxi e um carro de passeio marrom pegavam mulheres previamente agendadas e levavam até um imóvel onde os abortos eram realizados por um médico, uma enfermeira e uma ajudante. O local também contava com o transporte e segurança realizados por um policial. A partir desta informação, a polícia começou a monitorar o local até estourar a clínica.

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