Para promotor, defesa de Bola quer culpar ex-policial por morte de Eliza

Carlos Eduardo Cherem e Rayder Bragon
Do UOL, em Contagem (MG)

O caso Bruno em fotos
O caso Bruno em fotos

O promotor Henry Castro disse, no final desta terça-feira (23), segundo dia do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que percebeu uma tentativa da defesa do réu em desviar o foco da suposta culpa do cliente para José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, outro ex-policial alvo de uma investigação complementar que é feita pela Polícia Civil mineira. Bola é apontado pelo MPE (Ministério Público Estadual) como o executor de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, já condenado a 22 anos de prisão pelo crime.

Ainda segundo Castro, o MPE tem convicção que provará a participação de Zezé na trama a partir da "convicção" da condenação de Bola, que é julgado no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.     

"É muito perceptível no trabalho que a defesa tem realizado. Paulatinamente, essa tese se descortina com maior evidência. A defesa não afirma, nem afirmará. A Promotoria de Justiça só determinou as investigações complementares com relação a esse sujeito [José Laureano de Assis Filho, o Zezé] e a outros elementos porque está certa da responsabilidade de Marcos Aparecido dos Santos [Bola]", afirmou.

"O ponto de partida para investigar Zezé é Marcos Aparecido dos Santos", disse o promotor.

Castro lembrou ainda que foi Zezé o responsável pela apresentação de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também já condenado pelo crime, e o ex-goleiro a Bola. O promotor ainda citou outras supostas participações do também ex-policial no crime.

Para o promotor, Zezé fez ligações telefônicas, "em número significativo", para Bola no dia do assassinato de Eliza Samudio.

"Zezé é o sujeito que estabeleceu um número significativo de ligações telefônicas com Bola, na data de assassinato de Eliza." 

Castro ainda disse que, valendo-se de seu cargo na Polícia Civil de Minas Gerais, Zezé monitorou os primeiros passos da investigação do sequestro de Bruninho, filho de Eliza.

"Zezé é o sujeito que em 25 de junho de 2010, valendo-se do seu papel de policial civil, monitora os passos das investigações policiais em busca do filho de Eliza Samudio e avisa Bola. Ele liga, minutos antes de a polícia estourar o sítio do goleiro, lá em Esmeraldas, no Condomínio Turmalina", disse.

Segundo o promotor, logo após ser avisado por Zezé, Bola passa mensagem, via SMS, para Macarrão. A  partir disso, Macarrão ainda alerta a ex-mulher de Bruno Fernandes, Dayanne Souza [absolvida da acusação de sequestro], de que ela deveria tirar a criança imediatamente do sítio [de Bruno], antes da chegada dos policiais."

"O ponto de partida para que se justifique essa investigação suplementar está fincada na convicção dessa Promotoria das responsabilidades tanto de Bola e Macarrão", disse.

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