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Afroreggae sofre segundo ataque em três dias no Rio, diz coordenador do grupo

Paula Bianchi

Do UOL, no Rio

01/08/2013 19h44

Uma das sedes do grupo Afroreggae, na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, foi atacada a tiros na noite desta quinta-feira (1º), segundo informou pelo Twitter o coordenador do grupo, José Junior. Ele afirmou que a fachada do prédio foi destruída.

A assessoria da Polícia Pacificadora informou que, por volta das 18h, policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Parque Proletário trocaram tiros com criminosos que passaram de moto disparando com pistolas contra o prédio da ONG, localizado na praça São Lucas. Apesar de a fachada ter sido atingida, ninguém ficou ferido.

Os suspeitos, que estavam em duas motocicletas com dois ocupantes cada, fugiram em direção ao morro da Chatuba, na Penha. Segundo a Polícia, agentes da UPP cercam a região atrás dos criminosos.

José Júnior afirmou ainda que não vai fechar a unidade. “Esses atentados fazem parte da estratégia dos covardes que querem mostrar o que não têm: força”, escreveu em sua conta na rede social.

A pousada da ONG no Complexo do Alemão, que havia sido incendiada em 16 de julho por criminosos, foi atingida por ao menos oito tiros de fuzil na noite de terça-feira (30). Segundo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, os tiros partiram de uma favela vizinha.

A suspeita é que traficantes da facção criminosa Comando Vermelho tenham praticado o crime.

Apesar do ataque, o núcleo do AfroReggae do Alemão, localizado na Rua Joaquim de Queiroz, 39, foi reaberto na quarta-feira (31) com a presença do governador Sérgio Cabral (PMDB) e de Beltrame. O local passou dez dias fechado, após ameaças de traficantes.