Policiais que socorreram mulher arrastada por carro da PM são presos no Rio

Vitor Abdala
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro

  • Reprodução/Extra

    A mulher foi arrastada no caminho do hospital após o porta-malas onde havia sido colocada pela Polícia Militar se abrir

    A mulher foi arrastada no caminho do hospital após o porta-malas onde havia sido colocada pela Polícia Militar se abrir

Três policiais militares que socorreram uma mulher baleada em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, foram presos por determinação da própria Polícia Militar. Os três estão sendo investigados por terem socorrido, de forma errada, Cláudia da Silva Ferreira, que havia se ferido durante uma ação policial na comunidade da Congonha, em Madureira.

Segundo a própria Polícia Militar, dois subtenentes e um soldado resgataram a vítima na rua e a colocaram no porta-malas do carro. No caminho para o Hospital Carlos Chagas, o porta-malas se abriu e Cláudia foi arrastada durante quase 250 metros, o que causou mais ferimentos a ela.

"Quando a socorreram, ela não tinha nada na perna, mas quando chegou ao hospital sua perna direita estava em carne viva", disseram seus parentes. A vítima chegou morta ao hospital Carlos Chagas.

Os três policiais do Batalhão de Rocha Miranda (9o BPM) foram autuados pelo artigo 324 do Código Penal Militar, que é deixar de observar a lei ou regulamento, dando prejuízo à administração militar. O inquérito policial militar (IPM) está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária da PM.

O tenente-coronel Cláudio Costa, porta-voz da PM, afirmou em entrevista à "GloboNews", que os policiais podem ser expulsos da corporação.

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Em nota, o comando da Polícia Militar diz que "este tipo de conduta não condiz com um dos principais valores da corporação, que é a preservação da vida e dignidade humana". A morte de Cláudia provocou dois protestos na Avenida Edgar Romero, que passa próximo à comunidade. De manhã, moradores queimaram lixeiras e interditaram a rua. À noite, eles voltara a ocupar a avenida e queimaram ônibus.

Na ação policial na comunidade da Congonha, um homem também morreu. Segundo a polícia, ele foi baleado quando atirou contra policiais. (Com EFE)

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