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PM é suspeito de matar namorada, sogra, mãe e se suicidar em MG

Igor Quintão Vieira e a mãe Eloiza - Arquivo pessoal
Igor Quintão Vieira e a mãe Eloiza Imagem: Arquivo pessoal

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

13/08/2017 10h29

Um policial militar é suspeito de matar a namorada, a sogra, a mãe e se suicidar neste sábado (12) em municípios do centro-oeste e da zona da mata de Minas Gerais.

De acordo com a PM (Polícia Militar) de Minas Gerais, o soldado Igor Quintão Vieira, 23, matou a namorada, a também militar e sargento da PM, Aline Guimarães Rodrigues, 34, e a mãe dela, Elisabete Guimarães Rodrigues, 66, pela manhã, em Divinópolis (MG), distante 124 Km de Belo Horizonte, no centro-oeste do Estado.

Ainda segundo a PM, algumas horas depois, no período da tarde, o policial militar matou a mãe Eloiza Santa Quintão Vieira, 48, no município de Rio Pomba (MG), distante 242 Km da capital e a 304 Km de distância de Divinópolis.

Em seguida, Igor se matou. Parentes encontrarem mãe e filho deitados na cama. O militar segurava um revólver calibre 38.

Igor e Aline faziam o curso da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos em Belo Horizonte. O soldado estava de folga, passando o fim de semana no município onde a namorada reside.

O soldado Igor Quintão Vieira - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
Parentes e amigos de Igor disseram que ele não tinha problemas
Imagem: Reprodução/TV Globo

Igor morava em Belo Horizonte e tinha o hábito de passar os fins de semana com a mãe no município de Rio Pomba.

De acordo com o porta-voz da PM, major Flávio Santiago, antes de matar a mãe, o militar enviou uma mensagem, por WhatsApp, para o irmão “pedindo desculpas por não ser forte e confessando que havia matado a namorada e a mãe dela em Divinópolis”.

Segundo Santiago, a princípio, a motivação do crime seria passional. “Ele confessou a morte da sargento e da mãe dela. Disse que não aguentaria ver o sofrimento de [sua] mãe [após ele matar as duas]. Por isso, também teria que matá-la”, disse o major.

“Ambos eram bons policiais e sem histórico de problemas. O caso será investigado”. Ainda de acordo com o major, parentes de Igor não informaram nenhum problema prévio entre mãe e filho.

Colegas de turma de Igor, contou o porta-voz, também foram ouvidos, e não souberam informar qualquer tipo de problema do soldado que pudesse ter motivado o crime.

A Polícia Civil informou que as investigações do caso já tiveram início. A expectativa é de que o laudo técnico, determinante neste caso, esteja pronto em 30 dias.