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Assalto em Criciúma: mais 2 são presos no RS por suspeita de ataque a banco

Assalto a dois bancos no centro de Criciúma (SC) ocorreu na madrugada de terça - CAIO MARCELLO/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Assalto a dois bancos no centro de Criciúma (SC) ocorreu na madrugada de terça Imagem: CAIO MARCELLO/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

03/12/2020 12h51

Mais duas pessoas foram presas hoje por envolvimento no ataque a duas agências bancárias em Criciúma (SC). Segundo a chefe da Polícia Civil gaúcha, delegada Nadine Anflor, os detidos foram localizados em uma casa em Gramado, na Serra gaúcha. Ao todo, já foram nove as pessoas presas com suspeita de envolvimento no crime.

"A gente prendeu uma pessoa nessa casa em Gramado. Uma na casa pelo mandado de busca e um que fugiu para o mato", explicou a delegada.

Ontem à tarde, uma mulher também foi presa em São Paulo, suspeita de apoiar a ação. Segundo a Polícia Civil, Vanessa de Faria Santos, 31, é companheira de um suspeito de estar envolvido no assalto em Santa Catarina. Na sua casa e no seu carro foram encontrados munição de fuzil, carregadores de pistola e artefatos explosivos, além de drogas. Ela foi presa no 25º DP (Distrito Policial), de Parelheiros, e encaminhada ao 89º DP, no Morumbi.

Ainda na noite de ontem, outras cinco pessoas foram presas: dois em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, e outros três em Passo de Torres (SC).

A dupla tem 30 e 44 anos e estava em um HB20 que foi abordado na BR-116. O veículo teria sido utilizado como "batedor" para dar segurança ao comboio após os assaltos, segundo observou a chefe da Polícia Civil gaúcha. Foram encontrados com eles R$ 8,1 mil e aparelhos celulares, que agora vão ser periciados. Por medida de segurança, os dois foram transferidos para Santa Catarina. Já com o trio, foram encontrados R$ 49 mil em dinheiro.

A última prisão ocorreu hoje, às 5h30, em uma residência em Morrinhos do Sul (RS), a cerca de 100 km de onde ocorreu o crime. O detido é um homem, que não teve a idade revelada, que teria recebido R$ 5 mil do grupo para "fazer a queima de tudo que estava lá", salientou Nadine.

No local foram encontrados vestígios de sangue em uma calça, o que indica que um ou mais comparsas dele podem estar feridos, segundo o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior. "A casa pode ter servido de base de transição após o fato de Criciúma", disse o político. Além disso, foram achados na casa oito celulares, dez rádio comunicadores, diversos chips de celular, material para explosivo e tinta.

A casa teria sido alugado há cerca de um mês.