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MS: Advogada se fantasia de dinossauro para recepcionar filhos no aeroporto

Medida foi para evitar contágio do novo coronavírus, após filhos visitarem os avós paternos em Curitiba - Acervo pessoal
Medida foi para evitar contágio do novo coronavírus, após filhos visitarem os avós paternos em Curitiba Imagem: Acervo pessoal

Gilmar Hernandes

Colaboração para o UOL, em Campo Grande

11/01/2021 14h11

Em tempos de isolamento social, a advogada Laiza Salomoni, 42 anos, decidiu se fantasiar de dinossauro para recepcionar os filhos Henrique e Benjamin, respectivamente de 7 e 4 anos, de uma forma divertida e segura, após os meninos passarem 16 dias com o pai visitando os avós paternos em Curitiba (PR).

O encontro inusitado ocorreu no sábado, dia 2 de janeiro, no Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS).

Ao UOL, ela contou que, em conversa com a mãe, que é do grupo de risco, pensou em uma forma de recepcionar as crianças após visitarem os avós que não os via desde antes do início da pandemia.

"Sabíamos que eles iriam passar por dois aeroportos, ter contatos com muitos membros da família, e não poderíamos arriscar a saúde de minha mãe. A primeira coisa que pensamos foi na prevenção, como iríamos blindá-la. Sou a única filha e tenho o dever de protegê-la de uma possível contaminação da covid-19. Lá em Curitiba, eles também tiveram todo um cuidado para evitar o contágio dos avós", explicou.

Foi então que ela lembrou que, no Dia das Bruxas, em 31 de outubro, viu um vizinho com a fantasia e decidiu pedir emprestada ou alugar. No final, ela ganhou até ajuda de uma vizinha para colocar a fantasia no banheiro do aeroporto, minutos antes de as crianças chegarem. A mãe conta que avisou o ex-marido, que acompanhava os filhos, que haveria uma surpresa ao chegar, mas não deu nenhum detalhe.

Laiza dinossauro - Acervo pessoal - Acervo pessoal
Laiza Salomoni teve a ideia ao se lembrar de fantasia usada por vizinho no Dia das Bruxas
Imagem: Acervo pessoal

Ao chegar, o filho mais velho leu a placa 'Bem-vindos Henrique e Benjamin' na mão do dinossauro e correu para o abraço da mãe. Já o caçula ficou desconfiado.

"O Henrique leu a placa e veio correndo me abraçar e disse: 'Nossa, mamãe que surpresa'. Já o outro ficou receoso, mas o irmão logo avisou que era a mamãe, aí ele veio e me abraçou também", relata a mãe.

Laiza contou ainda que o dinossauro de 2,5 m chamou a atenção de todos no saguão do aeroporto.

"Todo mundo vibrou, principalmente as crianças que estavam no local. Eu aproveitava e me mexia constantemente para dar vida ao grande dinossauro, brincando e dando tchau. As crianças queriam tirar fotos", contou.

Saindo do aeroporto em Campo Grande, as crianças seguiram até uma farmácia para fazerem um teste rápido para certificar que não estavam com o novo coronavírus, vindo a realizar outro exame como garantia.