Os líderes partidários terminaram de orientar suas bancadas para votação da proposta de R$ 545 para o salário mínimo. Agora os deputados votam no texto original.
Dois deles falarão a favor da proposta do governo e outros dois o criticarão. O primeiro a falar é o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a favor do salário mínimo de R$ 545.
Líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) agradeceu à oposição pela votação nominal para que seu partido "mostre a cara". "Não é uma questão do governo. É uma questão do Brasil, das classes trabalhadoras, dos empresários e da iniciativa pública", disse. "Quem lidera uma bancada de 77 deputados. Essa bancada vai mostrar a sua cara e o seu compromisso. Vamos ter votação unânime no nosso partido."
O Senado espera votar na próxima quarta-feira (23) o projeto de lei que trata do reajuste e da política permanente de valorização do salário mínimo. Antes disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá ser convidado para falar sobre o projeto em uma das comissões da Casa, disse o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Leia mais
PSDB e DEM retiraram emendas de reajuste do salário mínimo propostas pelo grupo PDT-PV-PPS. O líder do DEM, deputado ACM Neto (BA) afirmou que os pedetistas e verdes abriram a possibilidade de um aumento para R$ 560 que incluisse um adiantamento do reajuste do ano que vem. "Isso contraria o nosso acordo, e para manter a nossa palavra, nos retiramos da lista. Vamos manter a defesa dos R$ 560."
O deputado Vicentinho (PT-SP) afirmou que as propostas não se adequavam ao orçamento ou eram inconstitucionais. Ouviu protestos de Anthony Garotinho (PR-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).
Defensor dos R$ 545 propostos pelo governo, o deputado Vicentinho (PT-SP) iniciou seu discurso sobre propostas de emendas ao seu relatório do salário mínimo.
Apesar de o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), ter aberto a votação, os deputados estão detidos em uma discussão: a Constituição prega que salário mínimo é decidido por lei, não por decreto, como enviou Dilma ao Parlamento. Governistas tentam derrubar a pauta, mas o oposicionista Roberto Freire (PPS-SP) insiste.
Assim como defendeu há pouco o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), disse que o artigo 3º do projeto de lei que reajusta o salário mínimo para R$ 545 e estabelece as diretrizes para a política de valorização do mínimo a vigorar entre 2012 e 2015 não é inconstitucional. Leia mais sobre o caso
O deputado Inocêncio de Oliveira (PR-PE), que preside a sessão, declarou aberto o processo para decidir se o projeto do governo para o salário mínimo será aprovado.
Confiante na aprovação dos R$ 545 na noite de hoje pela Câmara dos Deputados, líderes governistas articulam a votação do projeto já na semana que vem - para que seja sancionado rapidamente pela presidente Dilma Rousseff. Leia mais
Candidato derrotado nas eleições passadas e presidente do PRTB, Levi Fidelix, está no plenário da Câmara acompnhando a votação do reajuste salário mínimo. Ao lado de dois deputados da legenda Aureo (RJ) e Vinicius Gurgel (AP), Fidelix disse torcer que a proposta de R$ 545 seja aprovada, Ele estima que o governo tenha entre 340 e 360 votos. ?Boa parte do Congresso é formado por empresários, que tem a perder com o salário maior e ainda os que têm nas bases o apoio das prefeituras que terão grandes efeitos em seus orçamentos caso o salário fosse maior?, justificou.
O líder do PV, Alfredo Sirkis (RJ), protestou contra o deputado Inocêncio de Oliveira (PR-PE), que presidia a sessão no momento em que o político fluminense tentou interferir. "Vossa Excelência está me tratando com arrogância e isso não é uma boa forma?, disse. Inocêncio, ex-presidente da Câmara, pediu desculpas. "Eu posso ter sido um pouco veemente nas palavras, mas não tive nenhuma intenção de ferir Vossa Excelência." Inocêncio tentou acelerar a sessão para evitar manobras oposicionistas.
Cansados com mais de 5h de discussão do projeto do mínimo, assessores parlamentares e seguranças se reúnem no café do plenário da Câmara para assistir à partida entre Arsenal e Barcelona, pela Liga dos Campeões da Europa. Alguns deputados circulam pelo local, mas ainda não se uniram aos que se acomodaram nos sofás para acompanhar o jogo.
"Queremos sim que o acordo que foi feito nos anos seguintes seja melhorado", disse o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), aos pedetistas. "Mas hoje, no primeiro ano de governo, no primeiro mês, com variáveis como a guerra cambial e a inflação dos alimentos, nós podemos dar um voto de confiança e votar em uma política de curto médio e longo prazo."
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que os prefeitos colegas de partido do líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), não têm como pagar mais do que R$ 545 ?sem ficar estrangulados?. ?Daqui 10 meses o salário terá um reajuste que sairá para R$ 616. [Aprovemos os R$ 545 ] para que os prefeitos se preparem, o setor produtivo se prepare. Depois os aumentos serão muito acentuados.?