
O principal indicador da bolsa paulista <.BVSP> registrou oscilação positiva de 0,01%, a 50.518 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 3,5 bilhões, relativamente em linha com a média diária do ano.
Investidores até tentaram ampliar a realização de lucros iniciada na véspera, mas não tiveram sucesso. Wall abriu meio sem rumo, mas depois ganhou força e levou o Dow Jones a novo recorde. O índice perdeu parte do vigor perto do fechamento, movimento que foi acompanhado pela Bovespa.
Dados sobre preços ao consumidor nos Estados Unidos que sugeriram que o Federal Reserve pode ter espaço para cortar o juro mais adiante reforçaram o bom humor dos investidores. No ano, a Bolsa paulista já subiu quase 14%.
"Os fundamentos continuam bem. O CPI (sigla em inglês para Índice de Preços ao Consumidor dos EUA) veio dentro das expectativas e reforça que não teremos nenhuma surpresa nos Estados Unidos", comentou Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da corretora Planner.
Martins minimizou o efeito da valorização do real sobre as compras de estrangeiros na bolsa paulista neste momento, mas se mostrou menos otimista que alguns companheiros --que vêem a Bolsa a 55 mil, 60 mil pontos no fim do ano.
"Nesses níveis (atuais), não vou mexer no meu número (52.800 pontos) para o fim do ano", complementou.
O dólar fechou abaixo da barreira psicológica de R$ 2 nesta terça-feira pela primeira vez em seis anos, o que torna a Bolsa paulista mais cara para os estrangeiros.
No acumulado do ano, até 10 de maio, a Bovespa registra superávit externo de R$ 2 bilhões, superando o saldo positivo de 2006 inteiro.
As blue chips Petrobras <PETR4.SA> e Companhia Vale do Rio Doce <VALE5.SA> perderam 0,51%, para R$ 45,12, e 0,65%, para R$ 72,92, respectivamente.
A maior baixa do pregão foi Pão de Açúcar <PCAR4.SA>, que perdeu 4,23%, para R$ 63,2, depois que o varejista anunciou na noite da véspera queda do lucro e indicou que manterá a política de preços mais competitivos.
"Embora esteja pressionando as margens no curto prazo, a estratégia atualmente sendo implementada pelo Pão de Açúcar parece estar no caminho certo", ponderou Juliana Rozenbaum, analista da corretora Unibanco.
"Entretanto, deve levar um tempo para que o mercado pague pelos esforços da empresa em direção a um crescimento consistente do lucro que acabe ofuscando a pressão sobre as margens", acrescentou.
Na ponta oposta, o destaque ficou com Banco do Brasil <BBAS3.SA>, que avançou 2,69%, para R$ 80,1. A instituição teve lucro de R$ 1,41 bilhão no primeiro trimestre, acima do esperado por analistas.