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10/08/2007 - 09h53

Ações na Europa caem e perdem todos os ganhos do ano

Da Redação
Em São Paulo
O índice que reúne as principais ações da Europa, em forte queda nesta sexta-feira, voltou ao mesmo patamar do final de 2006, o que significa que perdeu todos os ganhos acumulados no ano.

Às 9h14 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 caía 3,02%, a 1.479 pontos, depois de ter recuado 1,8% ontem.

Desde 13 de julho, quando atingiu o maior nível em seis anos e meio, o índice já caiu 9,4%. Se continuar nesse ritmo até dezembro, terá o seu pior resultado anual em cinco anos.

Os bancos centrais de Estados Unidos, Europa e Japão agem de forma conjunta para tentar amenizar a crise. O Banco Central Europeu já injetou no mercado, entre ontem e hoje, a quantia recorde de US$ 213 bilhões, mais do que nos dias 12 e 13 de setembro de 2001. Na Ásia, as ações fecharam em forte queda, afetadas pelos problemas no setor de crédito dos Estados Unidos
CAMPANHA GLOBAL
BCS EM AÇÃO CONJUNTA
CRISE DERRUBA ÁSIA
A queda de hoje, no entanto, não está ligada somente ao mercado de crédito de alto risco dos Estados Unidos, questão que tem motivado a turbulência mundial das Bolsas. O Deutsche Bank revelou que os ativos de um de seus fundos caíram de 3 bilhões de euros no final de julho para 2,1 bilhões.

A notícia derrubou não apenas as ações do Deutsche Bank como contaminou os papéis de outros bancos, como Royal Bank of Scotland, que recuava mais de 5%, Barclays (quase 5%), ABN Amro (queda de 6%) e Credit Suisse (4,7%).

Efeito dominó
"A incerteza dos mercados financeiros é agravada pela falta de visibilidade", disse Tim Scholefield, diretor de equity do Baring Asset Management.

"O medo é assistir a algum efeito sistêmico acontecendo por causa da apreensão", analisou Philippe Waechter, diretor de pesquisa econômica da Natixis AM. Na prática, a afirmação se refere ao receio de um chamado "efeito dominó", em que as perdas de um setor atingem os demais.

Os mercados estão entrando em um período de "volatilidade explosiva", e vai levar tempo para que os investidores retomem a confiança, acrescentou Waechter.

(Com informações da Reuters)

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