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17/08/2007 - 11h10

Decisão do BC americano faz Bovespa operar em alta

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em forte alta nesta sexta-feira, mas logo perdeu o ritmo. O motivo da subida, depois de seis dias consecutivos de queda, é uma decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) de reduzir uma taxa, o que beneficia quem investe em ações.

Às 11h10, o Ibovespa, principal índice acionário do Brasil, subia 1,07%, a 48.530 pontos. Por volta das 10h15, chegou a atingir 49.588, alta de 3,25% (veja gráfico com atualização constante).

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A autoridade monetária norte-americana reduziu a taxa de redesconto em 0,5 ponto percentual, indo de 6,25% para 5,75%, por considerar que os riscos ao crescimento aumentaram de forma significativa.

O redesconto é um empréstimo emergencial que os BCs fazem para os bancos comerciais comuns quando há muitos saques de clientes.

Se não houver essa liberação de dinheiro, os clientes entram em pânico e o banco quebra, porque todos vão querer tirar seu dinheiro imediatamente. Para fazer o empréstimo, os BCs cobram juros. Essa taxa de juros é que foi diminuída pelo Fed.

A decisão do Fed foi inesperada. "As condições dos mercados financeiros se deterioraram e a restrição do crédito e a maior incerteza poderiam impedir que continue o crescimento econômico", registra um comunicado do Comitê de Mercado Aberto, responsável pela política monetária dos Estados Unidos.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, e seus colegas do comitê indicaram unanimemente que, "nestas circunstâncias, embora os dados recentes indiquem que a economia continuou crescendo a um ritmo moderado, o comitê opina que os riscos de deterioração do crescimento aumentaram consideravelmente".

"O comitê acompanha a situação e está disposto a atuar conforme for necessário para minimizar os efeitos adversos dos transtornos nos mercados financeiros sobre a economia", concluiu o comunicado.

O comitê manteve sem mudanças sua política monetária pela qual a taxa de juros que bancos recebem por empréstimos a curto prazo continua em 5,25% desde junho de 2006.

A redução de hoje foi a primeira do custo dos empréstimos contraídos pelos bancos do Fed decidida entre reuniões regulares do Comitê de Mercado Aberto desde a crise financeira que veio depois dos ataques terroristas de setembro de 2001.

A redução da taxa de redesconto mostra a preocupação do Fed de que a contração do crédito e a instabilidade dos mercados financeiros agravem a recessão no setor da habitação, enfraqueçam o emprego e prejudiquem o crescimento econômico.

(Com informações de EFE e Reuters)

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