A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em forte alta nesta sexta-feira, mas logo perdeu o ritmo e passou a flutuar entre alta e baixa.
O motivo da subida, depois de seis dias consecutivos de queda, era uma decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) de reduzir uma taxa, o que beneficia quem investe em ações.
Por outro lado, não houve notícia relevante nesta sexta (nem positiva, nem negativa) sobre a crise do crédito norte-americano, o que deixa os investidores apreensivos e cautelosos, provocano instabilidade nas Bolsas.
Às 16h10, o Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, tinha alta de 1,09%, a 48.539 pontos. Antes, por volta das 10h15, chegou a subir 3%. No fim da manhã, caiu mais de 2% (veja
gráfico com atualização constante).
| Depois do Itaú, o Bradesco e o Unibanco divulgaram nota afirmando que não trabalham com o setor de crédito norte-americano de segunda linha ("subprime", no jargão em inglês). Esse tipo de empréstimo, que apresenta problemas de inadimplência nos Estados Unidos, é o epicentro da atual onda de turbulência nas Bolsas de Valores |
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| LONGE DA CRISE |
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Na
Europa, o principal índice de ações fechou com alta de 3,5%.
O BC americano reduziu a taxa de redesconto em 0,5 ponto percentual, indo de 6,25% para 5,75%, por considerar que os riscos ao crescimento aumentaram.
O redesconto é um empréstimo emergencial que os BCs fazem para os bancos comerciais comuns quando há muitos saques de clientes.
Se não houver essa liberação de dinheiro, os clientes entram em pânico e o banco quebra, porque todos vão querer tirar seu dinheiro imediatamente. Para fazer o empréstimo, os BCs cobram juros. Essa taxa de juros é que foi diminuída pelo Fed.
A decisão do Fed foi inesperada. "As condições dos mercados financeiros se deterioraram e a restrição do crédito e a maior incerteza poderiam impedir que continue o crescimento econômico", registra um comunicado do Comitê de Mercado Aberto, responsável pela política monetária dos Estados Unidos.
"Riscos aumentaram"O presidente do Fed, Ben Bernanke, e seus colegas do comitê indicaram unanimemente que, "nestas circunstâncias, embora os dados recentes indiquem que a economia continuou crescendo a um ritmo moderado, o comitê opina que os riscos de deterioração do crescimento aumentaram consideravelmente".
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"O comitê acompanha a situação e está disposto a atuar conforme for necessário para minimizar os efeitos adversos dos transtornos nos mercados financeiros sobre a economia", concluiu o comunicado.
O órgão manteve sem mudanças sua política monetária pela qual a taxa de juros que bancos recebem por empréstimos a curto prazo continua em 5,25% desde junho de 2006.
A redução de hoje foi a primeira do custo dos empréstimos contraídos pelos bancos do Fed decidida entre reuniões regulares do Comitê de Mercado Aberto desde a crise financeira que veio depois dos ataques terroristas de setembro de 2001.
A redução da taxa de redesconto mostra a preocupação do Fed de que a contração do crédito e a instabilidade dos mercados financeiros agravem a recessão no setor da habitação, enfraqueçam o emprego e prejudiquem o crescimento econômico.
(Com informações de EFE e Reuters)