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20/08/2007 - 12h25

BC dos EUA injeta mais recursos no mercado, e Bolsas sobem

Da Redação
Em São Paulo
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, injetou mais US$ 3,5 bilhões no sistema bancário nesta segunda-feira, contribuindo para a alta das Bolsas de Valores.

Antes da medida, os mercados de ações já subiam, ainda repercutido a decisão de sexta-feira do Fed de reduzir de 6,25% para 5,75% a taxa para empréstimos emergenciais dados aos bancos comerciais.

Às 12h20, o Ibovespa, principal índice de ações do país, avançava 1,33%, a 49.205 pontos. Por volta das 10h30, chegou a subir 2,04%. O dólar opera no sentido inverso e caminha para a sua segunda queda seguida, após a onda de seis baixas consecutivas desde 9 de agosto.

"O Brasil não está com medo dessa crise", disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente". Ele afirmou que existe uma "preocupação natural de um país emergente", mas que a situação nacional "não vai retroceder"
LULA DIZ NÃO TEMER
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Nos Estados Unidos, as ações têm leve alta. Na Ásia, as Bolsas dispararam nesta segunda. Na Europa, os principais mercados operam em nível positivo.

Em meio à onda de turbulências por que passam os mercados acionários, a trégua que decorre da decisão do Fed de sexta é tida como momentânea por alguns analistas.

"Isso recuperou a confiança, mas ainda não saímos do pior", disse Bill Hoskins, diretor-gerente de renda fixa da Mellon Capital Management, em San Francisco.

"A história mostra que a recuperação não é rápida e ocorre gradualmente à medida que a volatilidade diminui", afirmou o UBS Pactual em relatório.

O dado estatístico mais esperado pelos investidores nesta semana será divulgado apenas na sexta-feira. É a pesquisa sobre vendas de novas moradias em julho. A informação dve fornecer uma pista sobre os rumos da crise no setor de crédito imobiliário.

Economia real
Apesar da forte turbulência dos mercados mundiais na semana passada, quando a Bolsa brasileira caiu 7,75%, analistas de mercado não baixaram suas previsões para o crescimento econômico, para a expansão da produção industrial e para o saldo da balança comercial no Brasil.

Economistas chegaram a elevar levemente a previsão de alta do PIB (produto interno bruto). Levantamento divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, com cerca de cem instituições financeiras que atuam no país, mostram uma expectativa de que a economia cresça 4,62% neste ano. Uma semana antes, a previsão era de 4,6%.

ENTENDA O CHOQUE IMOBILIÁRIO
Arte UOL
Infográfico mostra como a crise dos imóveis nos EUA interfere no resto do mundo. Veja
BC australiano
Na Austrália, o banco central local injetou nesta segunda-feira mais recursos no sistema bancário, para conter a pressão de alta sobre algumas taxas de juros de curto prazo.

Em sua operação diária no mercado aberto, a instituição colocou 3,34 bilhões de dólares australianos (US$ 2,67 bilhões) em dinheiro no sistema.

Na sexta-feira, a injeção havia sido de 3,87 bilhões de dólares australianos. A média diária da semana passada foi de 2,55 bilhões de dólares australianos.

Na quinta-feira 16, o banco Rams Home Loan, da Austrália, se disse incapaz de refinanciar uma dívida de US$ 6,2 bilhões.

(Com informações da Reuters)
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