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23/08/2007 - 17h49

Bolsa vive dia de montanha-russa e sobe no fim; dólar cai abaixo de R$ 2

Da Redação
Em São Paulo
O pregão desta quinta-feira mostrou que a instabilidade nos mercados de ações ainda não acabou. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu com ganhos, passou a cair no final da manhã até o fim da tarde, mas no final ganhou fôlego e fechou em alta de 0,2%, aos 51.848 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,66 bilhões.

O dólar fechou abaixo de R$ 2. Com recuo de 1,24%, o dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 1,988.

Na Ásia, as principais Bolsas fecharam em alta. Na Europa, os mercados fecharam em leve alta, perto da estabilidade. O Banco Central Europeu colocou nesta quinta-feira 40 bilhões de euros no mercado, cumprindo o que havia anunciado ontem. Mais tarde, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, colocou mais US$ 17,5 bilhões no sistema financeiro, em três operações.

Crise do crédito
O Bank of America anunciou hoje que investirá US$ 2 bilhões na Countrywide Financial, a maior empresa do setor de hipotecas daquele país. A companhia havia sido uma das responsáveis pela atual turbulência nas Bolsas, quando anunciou, em 24 de julho, queda de 33% no lucro trimestral, resultado pior que o esperado.

Nas últimas quatro sessões, houve recuperação dos mercados de ações em todo o mundo, com a expectativa de que o Federal Reserve reduza em breve sua taxa básica de juros.

O otimismo em relação a essa possibilidade foi alimentado pela decisão da instituição, na última sexta-feira (17), de reduzir a taxa de empréstimo emergencial para bancos comerciais.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, traçou um cenário otimista para a economia. Segundo ele, o país tem agora "melhores fundamentos" para enfrentar a crise.

Balanço
O comportamento dos investidores, comprando ações e puxando as Bolsas para altas consideráveis nos últimos pregões, não reflete a opinião de muitos analistas, ainda cautelosos. Um conjunto de especialistas ainda acreditam que o pior ainda está por vir.

Já para Edmund Phelps, prêmio Nobel de Economia, as medidas que têm sido tomadas pelo Fed serão suficientes para "pôr um fim nos sintomas" do problema atual, que está travando os empréstimos. Mas ele acredita que, passado o susto da semana passada, a tendência mais provável é que a economia real volte à normalidade em breve.

Para Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil, as medidas do Fed evitam que a crise atinja a maior parte da população, da chamada economia popular. "A queda da Bolsa assusta o pequeno investidor, o que não é bom, mas esse movimento é passageiro", afirma Franco.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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