Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira mostrou uma
queda recorde no preço de casas nos Estados Unidos e derrubou as Bolsas no mundo, inclusive a Bovespa, de São Paulo.
Durante a tarde, o Fed (federal Reserve, banco central os Estados Unidos)
divulgou ata dizendo que os mercados provavelmente vão "levar algum tempo" para se normalizarem e que talvez seja necessária uma medida para a crise. O documento foi elaborado antes do agravamento da turbulência nas Bolsas.
| A confiança do consumidor norte-americano sofreu forte queda em agosto, segundo pesquisa divulgada hoje. Entre os motivos, na opinião da especialista responsável pelo estudo, estão a turbulência dos mercados financeiros e os problemas no setor de empréstimos hipotecários de risco |
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| CRISE RESPINGA NO CONSUMO |
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Os dados interrompem a trajetória de recuperação dos mercados de ações verificada desde o dia 17 e reacendem a turbulência.
Às 15h50, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caía 2,54%, a 51.727 pontos (veja
gráfico com atualização permanente). O
dólar disparava e encostava novamente em R$ 2.
Na
Ásia, o temor sobre desaquecimento da economia fez as Bolsas encerrarem a terça-feira em queda, apesar dos bons resultados trimestrais apresentados por algumas empresas.
Os mercados
europeus fecharam em baixa. Os
norte-americanos operam em nível negativo. O Federal Reserve, banco central dos EUA,
injetou mais US$ 2 bi no sistema financeiro.
| ENTENDA O CHOQUE IMOBILIÁRIO |
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 Infográfico mostra como a crise dos imóveis nos EUA interfere no resto do mundo. Veja |
Imóveis: queda recordeO preço dos imóveis nos Estados Unidos registrou uma queda recorde no segundo trimestre, de 3,2%, em relação a um ano antes.
Ontem, outra pesquisa mostrou que o número de moradias não-vendidas atingiu em julho o maior nível em mais de 15 anos.
Também nesta terça, a empresa norte-americana
Home Depot, gigante do setor de venda de artigos para casas, anunciou hoje que venderá uma de suas unidades por US$ 8,5 bilhões, número 18% menor que o preço que havia sido estipulado em junho, antes da crise das Bolsas.
(Com informações de France Presse, Reuters e Valor Online)