A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou hoje o patamar anterior a 24 de julho, quando se iniciou a onda de turbulências nos mercados de ações do mundo inteiro. O
dólar também avançou, fechando a R$ 1,871 na venda.
A subida no dia foi de 1,59%, atingindo 58.719 pontos. A pontuação é a mais alta já registrada, superando o fechamento do dia 19 de julho, até então o maior da história (58.124 pontos). O volume financeiro foi de R$ 4,79 bilhões.
O resultado positivo ocorreu mesmo com a queda das Bolsas dos Estados Unidos, onde os investidores ficaram preocupados com notícias de que os problemas de crédito podem ter afetado o maior banco alemão.
Uma greve na General Motors agravou a situação do mercado nova-iorquino. No Brasil, a empresa anunciou que fará um recall de quase 30 mil veículos.
| O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta segunda-feira um relatório em que prevê risco de que a economia mundial passe por uma desaceleração em conseqüência da atual turbulência dos mercados financeiros |
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| RUMORES ESTRANGEIROS |
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FMI ALERTA |
CHANCE DE RECESSÃO |
ANÁLISE DO BC EUROPEU |
Tanto em Nova York como em São Paulo, os mercados de ações vêm de uma semana de forte alta.
Nos EUA, a sexta-feira 21 fechou o melhor resultado semanal desde março. Nos Brasil, a alta também foi acentuada, de 5,7%.
Na
Europa, o índice que reúne as principais empresas da região fechou em alta nesta segunda.
RecuperaçãoA recuperação recente das Bolsas de Valores do mundo foi fortemente influenciada pela queda na taxa básica de juros dos Estados Unidos, que na semana passada passou de 5,25% ao ano para 4,75%. A maioria dos analistas apostavam em redução para 5%.
A expectativa de corte no juro americano já vinha acalmando investidores desde o dia 17 de agosto, quando as Bolsas do mundo todo subiram depois de uma seqüência de quedas que durou mais de uma semana. Na ocasião, o banco central dos EUA, o Federal Reserve, reduziu sua taxa para empréstimos emergenciais.
"Com o corte de juros nos Estados Unidos, a liquidez tem que caminhar para algum lugar. E ela está caminhando para ativos reais. Então vemos forte procura por commodities e por ações de empresas vinculadas a essas matérias-primas", disse Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor. "Esse movimento no mercado mundial acaba favorecendo tremendamente a Bovespa", acrescentou.
| TERMÔMETRO DA CRISE |
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 Gráfico mostra os principais momentos da turbulência no mercado mundial. Veja aqui |
Próximos diasA recuperação recente das Bolsas não é sinal de que a crise de crédito acabou, na avaliação de alguns especialistas. "A tendência de curto prazo ainda é de volatilidade, sugerindo cautela", afirmou a corretora Spinelli em relatório.
Os investidores do mercado brasileiro aguardam nesta semana a divulgação do relatório de inflação do Banco Central.
O documento é importante porque, se a avaliação for de que os riscos de inflação não são preocupantes, pode-se reacender o otimismo dos investidores que apostam na continuidade da queda da taxa básica de juros.
Contribuiu para animar investidores a notícia de que o IPC-S, índice de inflação calculado pela Fundação Getúluio Vargas, registrou alta de apenas 0,25% na última medição, a menor desde novembro.
(Com informações de Reuters e Valor Online)