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25/09/2007 - 16h54

Dólar recua 0,53% após leilão de swap reverso

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda de 0,53 por cento nesta terça-feira, influenciado pela disputa dos investidores no mercado futuro em outro dia apagado no cenário internacional.

A moeda norte-americana fechou cotada a 1,861 real --menor nível desde 24 de julho. Em setembro, o dólar acumula desvalorização de 5,20 por cento.

O dólar começou o dia em alta, seguindo uma queda nas bolsas de valores estrangeiras. Mais tarde, porém, os principais índices passaram a oscilar perto do zero a zero, o que deu liberdade aos agentes para iniciar a disputa para formação da última Ptax (taxa média do dólar) do mês, utilizada na liquidação de contratos futuros de câmbio.

Na disputa pela Ptax, os agentes que têm mais dólares vendidos no mercado futuro atuam para derrubar a cotação do dólar. Em contrapartida, os "comprados" tentam aumentar o valor da moeda norte-americana.

"Hoje teve, por coincidência, o swap reverso e... briga de Ptax. Por isso que saiu da teoria da Bovespa cair e o dólar subir", disse Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista. Apenas no final da tarde, em meio ao fechamento do câmbio, a bolsa paulista reagiu e passou a operar em torno do território do positivo.

Além disso, na primeira metade da sessão, o mercado sustentou a cotação do dólar devido ao leilão de swap cambial reverso. Nessa operação, o mercado atua como vendedor de dólares e comprador de juros no mercado futuro --se o dólar tiver uma variação positiva maior do que a do juro, ele precisa pagar o Banco Central.

Com o dólar a um nível mais alto no momento do leilão, explica Rodrigues, o mercado garante um espaço maior para a queda do dólar no futuro e, com isso, abre espaço para lucros maiores. No primeiro semestre, a forte desvalorização do dólar fez o BC repassar ao mercado 30,3 bilhões de reais somente com os ajustes dos contratos de swap.

Após o leilão, a divisa pôde ceder para o patamar em que fechou mais tarde, segundo Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros. "(Assim que) saiu o resultado com valores, automaticamente já veio para baixo a taxa", disse.

Rodrigues comentou ainda que a entrada de dólares no país, que se recuperou na última semana após o corte dos juros nos Estados Unidos, não teve grande influência sobre o câmbio nesta sessão. "Hoje era um dia realmente de muita calmaria, não teve grandes entradas. O fluxo praticamente ficou empatado", estimou.

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