A economia de receitas realizada pelo país para o pagamento de juros da dívida (superávit primário) foi de R$ 8,553 bilhões em outubro. Isso representa um recorde para o mês, segundo o Banco Central, que começou a fazer essa medição em 1991.
No acumulado do ano, o superávit ficou em R$ 95,055 bilhões,
ou 5,97% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país). Isso está bem acima da meta deste ano, que é de 4,25% do PIB. Essa economia a mais tem sido o principal fator de divergência entre os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil).
A discussão entre os ministros ocorre porque esse resultado tem um lado ruim. O governo consegue o superávit aumentando impostos ou deixando de gastar, por exemplo, em investimentos em obras e serviços.
Existem outros números sobre superávit primário que foram anunciados na sexta-feira. O cálculo da economia para o pagamento de juros também leva em conta só o desempenho do governo federal, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central.
(confira aqui). Os dados divulgados hoje, conhecidos como superávit do setor público consolidado, são os mais amplos possíveis e incluem a economia feita por governo federal, Estados, municípios e empresas estatais.