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09/12/2005 - 10h41

Inflação desacelera em novembro, mas estoura centro da meta

Da Redação
Em São Paulo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, desacelerou para 0,55% em novembro, ante 0,75% em outubro. O índice acumula no ano elevação de 5,31%, superando a meta do Banco Central de 5,1%.

A meta do ano era de 4,5%, com tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, mas o BC disse que passaria a perseguir um alvo de 5,1%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao ano passado, o acumulado de 5,31% até novembro é menor. De janeiro a novembro de 2004, o IPCA somava 6,68%.

Nos 12 meses fechados em novembro, o índice variou 6,22%, enquanto de dezembro de 2003 a novembro de 2004 o IPCA ficou em 6,36%. Em novembro do ano passado a taxa foi de 0,69%.

A desaceleração deveu-se a um menor impacto do reajuste de combustíveis feito em setembro. Por outro lado, os preços de alimentos contiveram uma queda maior.

Os preços de gasolina avançaram 0,83%, ante alta de 4,17% anterior. Os do álcool combustível tiveram elevação de 2,52% contra 10,48% em outubro.

Os preços dos combustíveis aumentaram 1,15% em novembro, ante 5,35% em outubro.

Os custos de alimentos avançaram 0,88%, seguindo a alta de 0,27 em outubro.

O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia.

INPC desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apurou alta de 0,54% em novembro. O resultado é ligeiramente inferior ao de outubro, quando o indicador apresentou avanço de 0,58%. Em novembro de 2004, a alta do INPC havia sido de 0,44%.

Nos 11 primeiros meses, o indicador acumula elevação de 4,63% e, nos 12 meses encerrados em novembro, de 5,53%.

O indicador, calculado entre famílias com renda mensal de até oito salários mínimos, nas nove maiores regiões metropolitanas do país, é usado no reajuste do salário mínimo.

(Com informações de Reuters e Valor Online)