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11/01/2006 - 09h35

Dois índices mostram disparada da inflação no começo do ano

Da Redação
Em São Paulo
Dois índices diferentes divulgados nesta quarta-feira mostram que a inflação disparou no começo do ano. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela FGV, aumentou mais de seis vezes e ficou em 0,40% na primeira prévia de janeiro. Em dezembro, a primeira apuração havia sido de 0,06%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fipe, que mede o custo de vida na cidade São Paulo, subiu 0,46% na primeira quadrissemana de janeiro. Em dezembro, havia alcançado 0,29%.

O IGP-M é composto por outros indicadores: Índice de Preços ao Atacado (IPA, dividido em agrícola e industrial, e que representa 60% do IGP-M), Índice de Preços ao Consumidor (IPC, que responde por 30%) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC, representativo de 10%).

O índice em geral é usado como referência para a correção de aluguéis e tarifas de energia elétrica, além de outros contratos.

No mês inteiro de dezembro, o IGP-M havia apurado deflação de 0,01%. A aceleração no começou deste ano decorreu do avanço no índice de preços no atacado (IPA), que foi fortemente pressionado por produtos agrícolas.

Na primeira parcial de janeiro, o Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do IGP-M, teve alta de 0,43%. Em período equivalente de dezembro, o IPA havia caído 0,07%. Os produtos agrícolas concentraram a maior parte da pressão sobre o indicador, ao subir 1,6%. Os produtos industriais, por sua vez, avançaram somente 0,07%.

Todos os três estágios de produção nos quais os componentes do IPA são divididos viram aceleração no ritmo de alta. As matérias-primas brutas tiveram o maior salto, saindo de deflação de 0,17% na primeira prévia de dezembro para variação positiva de 0,94% agora. O avanço se explica pelos aumentos produtos agropecuários, como soja, mandioca e milho. Itens como bovinos, tomate e laranja verificaram queda de preços e ajudaram a conter a elevação do indicador das matérias-primas.

Os bens intermediários (usados na composição de outros produtos) passaram de deflação de 0,34% na primeira prévia de dezembro para baixa de 0,08% em janeiro, com a menor baixa do grupo de combustíveis e lubrificantes para produção (queda de 2,10% para recuo de 0,42%).

Os bens finais (para uso direto do consumidor), por sua vez, registraram variação positiva de 0,82% (ante alta de 0,39% no mês anterior). A aceleração se deveu aos alimentos frescos -cuja taxa foi de queda de 0,20% para avanço de 5,22% entre as duas medições.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, assinalou 0,41% de alta na primeira prévia de janeiro, contra inflação de 0,34% na parcial de dezembro. Os grupos educação, leitura e recreação e saúde e cuidados pessoais exerceram a maior pressão sobre o indicador. O primeiro foi puxado pela parte de recreação, que avançou 1,96%. O segundo foi pressionado pela alta de 0,40% nos artigos de higiene.

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do IGP-M, teve elevação de 0,13% (depois de aumentar 0,21% na medição inicial de dezembro). Não houve reajustes salariais, mas os materiais e serviços de construção subiram 0,24%.

IPC-Fipe
O IPC-Fipe, que mede a inflação no município de São Paulo avançou 0,46% na primeira quadrissemana de janeiro, sob influência principalmente das despesas pessoais, que tiveram aumento de 1,21%. Em seguida, aparecem vestuário e transportes, com incremento de 1,07% e 0,80%, respectivamente. Em dezembro último, os três grupos apresentaram elevação de 0,65%, 0,87% e 0,71%.

Educação cresceu 0,59%, saúde ampliou-se em 0,24% e habitação expandiu-se 0,18%. Alimentação teve acréscimo de 0,14% depois de subir 0,07% do último mês do calendário antecedente.

(Com informações do Valor Online>

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