Dois índices diferentes divulgados nesta quarta-feira mostram alta da inflação. O IGP-10, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou 0,84% neste mês (crescimento de 14 vezes em relação a dezembro, quando marcou apenas 0,06%). O IPC-Fipe, que mede o custo de vida na cidade de São Paulo, apontou inflação de 0,59% na segunda quadrissemana de janeiro, acima da alta de 0,46% registrada na última medição.
Em duas semanas, já são quatro medições que indicam elevação. Na semana passada,
outros dois indicadores mostraram disparada da inflação. O IGP-M aumentou mais de seis vezes e ficou em 0,40%. O próprio IPC-Fipe registrou alta na primeira quadrissemana, indo de 0,29% para 0,46%.
Segundo a FGV, a inflação de 0,84% no Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) é reflexo do avanço dos custos no atacado, pressionados principalmente por produtos agrícolas e combustíveis.
O indicador é formado pelo IPA (Índice de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente. Ele apura as variações de preços de matérias-primas agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços finais no consumo.
O primeiro componente do IGP-10, o Índice de Preços por Atacado (IPA), subiu 1,03% em janeiro, frente a uma variação negativa de 0,16% em dezembro. Os produtos agrícolas concentraram a maior parte da pressão sobre o indicador, ao subirem 2,32%. Os produtos industriais, por sua vez, avançaram 0,63%.
Todos os três estágios de produção nos quais os componentes do IPA são divididos viram aceleração no ritmo de alta. O índice de Matérias-Primas Brutas saiu de 0,35% em dezembro para 1,64% em janeiro, com a aceleração de itens agropecuários como soja, milho e aves.
Os Bens Intermediários na produção marcaram 0,46% de alta em janeiro, contra queda de 1,05% do mês anterior. As maiores influências sobre esse estágio saíram da recuperação de preços de duas categorias que havia registrado deflação em dezembro: materiais e componentes para manufatura (alta de 0,35%) e combustíveis e lubrificantes para a produção (avanço de 1,57%). A maior alta, de 7,7%, foi dos óleos combustíveis.
Os Bens Finais saíram de 0,78% em dezembro para 1,43% neste mês, puxados pela elevação de 6,18% dos alimentos in natura e de 2,5% dos combustíveis.
O segundo elemento do IGP-10, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), teve avanço de 0,59%, com alta de 0,06 ponto sobre a medição de dezembro (0,53%).
A maior influência veio do grupo Educação, Leitura e Recreação, que subiu 1,42% sob a pressão das matrículas escolares. Transportes também influenciou o índice ao refletir a alta dos combustíveis e aumentar 0,80%.
O avanço do IPC-10 só não foi maior porque o grupo Alimentação ainda apresenta desaceleração nos preços ao consumidor e sua taxa passou de 1,27% em dezembro para 1,04% em janeiro.
Por fim, o terceiro integrante do IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), passou de 0,39% em dezembro para 0,16% em janeiro. Os materiais subiram 0,23%, os serviços aumentaram 0,63% e a mão-de-obra ficou estável, sem reajuste salarial no período.
Como os outros IGPs, o IGP-10 também é usado como indexador de conta de luz e contratos de aluguel. É elaborado com a mesma metodologia do IGP e do IGP-M. A única diferença é o período de coleta de preços: entre o dia 11 de um mês e o dia 10 do mês seguinte
São PauloA Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou na manhã desta quarta-feira que a variação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente à segunda quadrissemana de janeiro apontou inflação de 0,59%, acima da alta de 0,46% registrada na última medição.
Na segunda prévia do mês, entre os grupos que compõem o indicador, os itens Educação e Despesas Pessoais registraram forte aceleração da inflação. Em sentido oposto, apenas os grupos Vestuário e Alimentação tiveram uma menor alta nos preços.
Segundo os dados da Fipe, o grupo Educação foi aquele que, com uma inflação de 2,10%, registrou maior avanço em sua taxa, na comparação com a última medição, quando este item apresentou uma alta de 0,59%.
No mesmo sentido, a categoria Despesas Pessoais, ao registrar uma inflação de 1,44%, viu sua variação positiva ficar acima daquele apurada na última edição do indicador, quando a alta verificada foi de 1,21%.
O item Despesas Pessoais abriga subitens como higiene pessoal e beleza (cabelereiro, barbeiro), fumo, bebidas, recreação (viagens, brinquedos), cultura (jornais, revistas, livros) e despesas diversas (loteria, cartório, seguro de vida).
O indicador refere-se ao município de São Paulo e reflete o custo de vida de famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos.
A inflação de uma quadrissemana corresponde ao período de um mês, comparado com as quatro semanas imediatamente anteriores.
(Com informações de Valor Online e InfoMoney)