16/06/2006 - 18h07
Discurso ameno do presidente do Fed faz Bolsa subir 4,42%; dólar cai 1,58%
Da Redação*
As declarações mais amenas do titular do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, na última quarta-feira e o movimento de correção impulsionado pelo resultado positivo dos pregões internacionais na véspera, inclusive de emergentes, refletiram aqui no Brasil. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou forte alta e dólar fechou a semana em queda.
O Ibovespa subiu 4,42%, aos 34.398 pontos, após oscilar entre a máxima de 34.543 pontos e a mínima de 32.942 pontos, sempre no azul. O volume financeiro somou R$ 2,18 bilhões. O avanço de hoje reduziu a queda da semana para 1,93%, contra o declínio de 6,08% registrado até a quarta-feira.
Já o dólar, em uma sessão de poucos negócios, encerrou em baixa de 1,58% nesta sexta-feira, a R$ 2,245. Na semana, a divisa norte-americana acumulou declínio de 0,71%.
Bolsa
Conforme observou o assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, a bolsa paulista corrigiu nesta sexta-feira o desempenho positivo das bolsas de Nova York da véspera, quando comentários do titular do banco central americano animaram os investidores em Wall Street. Bernanke disse que, apesar da alta das commodities, a economia não está tão desaquecida com se esperava, e que essa expansão não chega a exercer pressões inflacionárias, resumiu o profissional. O mercado entendeu que o Fed talvez opte pela manutenção do juro americano, avaliou.
Ao falar no Clube de Economia de Chicago, o presidente do banco central americano destacou que o contágio limitado dos custos de energia sobre outros preços reflete o sucesso do Fed em manter as expectativas de inflação baixas. E, respondendo a uma pergunta, disse que "quando as expectativas de inflação estão ancoradas, a resposta da política monetária pode ser mais limitada".
Monteiro diz que a melhora do humor com o discurso de Bernanke tem um efeito no curto prazo. "No médio prazo, a volatilidade continua, com os investidores acompanhando os indicadores no cenário externo, que segue no foco principal dos agentes financeiros", pontuou o profissional.
*(Com informações do Valor Online e Reuters)
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