A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subiu 2,72% nesta quarta-feira, aos 34.546 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 2,26 bilhões. O dólar caiu 0,67%, a R$ 2,232.
O clima favorável nos pregões em Wall Street sustentou o fechamento positivo do principal índice da Bolsa. O Ibovespa chegou trabalhar no vermelho, mas inverteu a trajetória com a consolidação dos ganhos em Nova York, e manteve a trajetória favorável até o término dos pregões.
O avanço do principal índice do segmento acionário local foi reforçado pelos ganhos das ações da Companhia Vale do Rio Doce, que refletiram acordo de siderúrgicas chinesas com a australiana BHP Billiton para o reajuste do minério de ferro.
A Bolsa paulista abriu um pouco "de lado" (com pequena variação), mas se recuperou ao longo do dia com a valorização dos índices acionários americanos, para fechar em um patamar importante, acima dos 34 mil pontos, observou o gerente de renda variável do Banco Votorantim, Pedro Thomazoni.
Em Wall Street, os investidores reagiram positivamente a números corporativos divulgados por Morgan Stanley e FedEx, e deixaram um pouco de lado o nervosismo acerca da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre o juro americano, na próxima semana.
O indicador Dow Jones da Bolsa de Nova York subiu 0,95%. Thomazoni considerou a jornada de hoje como uma recuperação, e avalia que o tom positivo de hoje deve continuar, pelo menos, até a reunião do Fed. "Mas o mercado continua bastante sensível, e a volatilidade deve persistir", ponderou.
CâmbioO dólar fechou em queda nesta quarta-feira, dia de fraca agenda econômica nos Estados Unidos. Os investidores seguem cautelosos frente ao cenário incerto sobre os juros internacionais, mas dados sobre as contas externas do Brasil em linha com o esperado trouxeram otimismo.
A divisa norte-americana terminou a sessão em queda de 0,67%, vendida a R$ 2,232.
"Os números de contas externas e fluxo cambial vieram em linha. Hoje não há grandes notícias [do exterior]. E há estrangeiro apostando no Brasil", resumiu o responsável por câmbio no banco ING, Alexandre Vasarhelyi.
Dados divulgados pelo Banco Central nesta manhã mostraram que os investimentos estrangeiros diretos atingiram US$ 1,576 bilhão em maio, ante US$ 709 milhões no mesmo mês do ano passado.
Os bancos também reduziram levemente sua posição comprada em dólar, segundo o BC, para US$ 6,576 bilhões no dia 19 de junho, frente a US$ 7,165 bilhões no fim do mês passado.
O operador de câmbio de um banco nacional citou algumas entradas mais fortes de divisas no mercado, que ajudaram a cotação do dólar a cair. Ele destacou, porém, que alguns importadores seguem na ponta de compra.
O gerente de câmbio da corretora Liquidez, Francisco Carvalho, ponderou que o mercado doméstico seguirá bastante atento aos movimentos externos até a reunião do Federal Reserve na próxima semana.
Ele destacou que o mais importante será o comunicado que o Fed divulga após a decisão sobre o juro. Operadores disseram que o mercado já espera uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa, que seria o 17º aumento consecutivo.
"A princípio, o dólar está trabalhando entre R$ 2,23 e R$ 2,27 no curto prazo. Se vier abaixo, deve haver um pouco de compra justamente por causa do cenário externo [incerto]", acrescentou Carvalho.
(Com informações de Reuters e Valor Online)