
A moeda americana recuou 0,37% e fechou a R$ 2,16, o menor nível desde 16 de maio deste ano, quando a moeda cedeu a R$ 2,135.
O contínuo ingresso de recursos no mercado compensou as preocupações no cenário internacional depois de a polícia britânica ter frustrado planos de explodir aviões que fazem a rota entre Reino Unido e Estados Unidos.
"Tirando algumas coisas pontuais, a tendência do dólar é de queda", resumiu o gerente de câmbio da Corretora Souza Barros, Marcos Forgione, destacando que o risco Brasil baixou para níveis históricos.
No fim da tarde, o risco-país cedia 1 ponto, a 206 pontos-básicos sobre os treasuries (títulos americanos).
"O Banco Central está atuando todos os dias, mas não vai conseguir conter (a queda do dólar)", completou Forgione.
Operadores disseram que o montante reduzido de dólares adquirido pelo BC nesta sessão também permitiu que a moeda norte-americana acentuasse a curva de declínio. A autoridade monetária aceitou entre quatro e seis propostas, com corte a R$ 2,1625.
No front internacional, as Bolsas de Valores européias fecharam em baixa.
Ingressos
Internamente, analistas disseram que o fluxo de ingressos deve permanecer forte, mesmo com perspectivas de o BC aumentar sua atuação para conter a desvalorização do dólar.
"A perspectiva de fluxo é grande, tanto por conta de exportador entrando, quanto por algumas captações que o mercado espera para os próximos dias", afirmou a diretora de câmbio da AGk Corretora, Miriam Tavares.
O gerente de câmbio da corretora Liquidez, Francisco Carvalho, completou que o mercado está bastante vendedor de dólar e, por isso, a moeda não tem força para subir.
Forgione, da Souza Barros, destacou que o fluxo de dólar que ingressa no país está mudando de perfil, deixando de ser principalmente de caráter especulativo, de curto prazo. "Esses capitais se tornam de mais longo prazo e até investimentos."
(Com informações de EFE, Folha Online e Reuters)