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28/08/2006 - 17h52

Na 3ª alta seguida, Bolsa volta aos 36 mil pontos; dólar cai 0,74%, a R$ 2,141

Da Redação
Em São Paulo
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta segunda-feira com alta de 1,16%, aos 36.374 pontos. Foi a terceira alta seguida, fazendo a Bolsa voltar ao nível dos 36 mil pontos. O volume financeiro somou apenas R$ 1,47 bilhão, contra uma média diária de R$ 2,25 bilhões neste mês e de R$ 2,34 bilhões no ano. O dólar caiu 0,74%, a R$ 2,141.

O cenário favorável no mercado acionário americano garantiu a valorização da Bovespa. A ausência de notícias relevantes ao segmento financeiro nesta jornada contribuiu para a influência positiva de Wall Street nas operações locais.

O baixo volume de negócios, entretanto, demonstra certa cautela dos investidores diante da série de indicadores previstos para esta semana.

A Bolsa paulista seguiu os pregões de Nova York, disse o assessor para investimento da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro.

O mercado local continua trabalhando com operações "intraday" (que são abertas e fechadas no decorrer do mesmo dia), disse. E, hoje, o cenário positivo em Wall Street favoreceu o desempenho local, acrescentou o especialista.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,60%, aos 11,352,01 pontos; e o Standard & Poor´s 500 avançou 0,52%, aos 1.301,78 pontos. O fato de o S&P ter rompido os 1.300 pontos também ajudou na melhora da Bolsa brasileira, uma vez que tal patamar era considerado um nível técnico importante, citou Monteiro.

Câmbio

O dólar encerrou em baixa, refletindo o contínuo ingresso de recursos no mercado e um cenário externo mais tranqüilo com o recuo dos preços do petróleo.

Após operar perto da estabilidade na primeira etapa dos negócios, o dólar fechou em queda de 0,74%, a R$ 2,141.

"São entradas (de recursos) que jogaram o dólar para baixo. E também melhorou o humor do mercado no geral", comentou o operador de câmbio de uma corretora nacional.

Segundo o operador de um banco de varejo, a queda do dólar foi reforçada pela atuação de investidores estrangeiros na ponta de venda do mercado, já de olho na disputa pela formação da última Ptax (taxa média do dólar) do mês.

Nem mesmo o leilão de compra de dólares do Banco Central foi suficiente para enxugar a liquidez, disseram os operadores. O BC aceitou ao menos sete propostas, com taxa de corte a R$ 2,1455.

O diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros, citou que o cenário internacional ajudou na melhora do mercado.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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