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24/11/2006 - 13h40

Governo corta R$ 486,2 milhões do Orçamento e espera PIB menor, de 3,2%

Da Redação
Em São Paulo
O governo anunciou nesta sexta-feira o corte de R$ 486,2 milhões nas despesas dos ministérios, para pagar juros da dívida e bancar gastos com funcionários.

Ao fazer a reavaliação bimestral de receitas e despesas, o Ministério do Planejamento também revisou a projeção para o crescimento da economia neste ano, de 4% para 3,2%.

Esse crescimento é medido pelo PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país e retrata a força da economia. Quando o PIB cresce pouco, é sinal que não houve muita compra e venda de produtos e serviços nem foram gerados muitos empregos.

Analistas financeiros consultados semanalmente pelo Banco Central esperam um crescimento ainda menor da economia brasileira neste ano. A última previsão é de 2,95%.

A expectativa do governo para o PIB foi reduzida de R$ 2,087 trilhões para R$ 2,071 trilhões. A projeção para a inflação oficial neste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também caiu, de 3,27% para 3,1%.

Segundo o governo, o corte no Orçamento visa adequar receitas e despesas, de modo a assegurar o cumprimento da meta de superávit primário, fixada para este ano em 4,25% do PIB. O superávit é usado para pagar juros da dívida.

O corte também decorre da necessidade de fazer frente ao aumento de despesas do governo, em especial com pessoal.

De acordo com o relatório de avaliação fiscal, encaminhado ao Congresso como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o corte de despesas da máquina pública federal foi baseado na menor arrecadação de impostos, ante o esperado, no período setembro/outubro deste ano.

Da redução total, R$ 480 milhões serão cortados do Poder Executivo (governo federal) e R$ 6,1 milhões do Ministério Público da União e dos Poderes Legislativo (Câmara e Congresso) e Judiciário.

No final de setembro, o governo já havia cortado a previsão de crescimento do PIB este ano de 4,5% para 4%. Na mesma ocasião, foi anunciada redução de R$ 1,6 bilhão do atual Orçamento.

(Com informações de Reuters e Valor Online)
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