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27/12/2006 - 18h56

Bolsa sobe 2,12% e passa dos 44 mil pontos pela primeira vez

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou pela primeira vez em sua história dos 44 mil pontos. Embalada pela alta das Bolsas norte-americanas, a Bovespa operou em elevação durante todo o pregão desta quarta-feira, penúltimo pregão do ano. O dia terminou com ganho de 2,12%, aos 44.526 pontos e volume financeiro de R$ 2,218 bilhões.

Na avaliação da analista de mercado da SLW Corretora, Kelly Trentin, este ano vai chegando ao final apontando uma boa expectativa para o mercado acionário local em 2007. Ela disse que as vendas de imóveis novos nos Estados Unidos ficaram acima do que era esperado pelo mercado.

"Com isso, cresceu a expectativa de um bom crescimento da economia americana em 2007. Isso se refletiu nas Bolsas lá fora e a gente acompanhou aqui."

As units do Unibanco lideraram os ganhos do dia, com alta de 5,67%, cotadas a R$ 20,12. Na seqüência, aparecem as ações preferenciais da TAM, que avançaram 5,01%, para R$ 65,79.

Na ponta de baixo, a maior queda ficou por conta das ações ordinárias da Sabesp, que declinaram 0,62%, para R$ 296.

Câmbio
O dólar comercial teve um dia de valorização discreta, mas encerrou a quarta-feira praticamente no mesmo patamar da abertura, vendido a R$ 2,146, com variação positiva de 0,09%.

A moeda norte-americana subiu um pouco durante os negócios, assinalando ganho de 0,28% na máxima do pregão, ainda na primeira etapa.

A desaceleração da alta ocorreu após a intervenção diária do Banco Central com a compra de dólares no mercado.

"O dólar continua em tendência de queda. Só não está caindo hoje por causa das compras do BC. Houve também um pouco de realização, mas o volume está bem fraco com a chegada do fim do ano", destacou o operador de derivativos do Rabobank, Flávio Ogoshi.

Por volta de 15h, o BC fez um leilão de compra de dólares no mercado à vista e aceitou ao menos duas propostas, com corte a R$ 2,1478, segundo operadores.

Nem a liquidez estreita destes últimos dias afastou a autoridade monetária de suas compras diárias, feitas entre outros motivos para recompor as reservas internacionais que, na terça-feira, somavam US$ 85,278 bilhões.

Mais cedo, o gerente de câmbio da corretora Souza Barros, Marcos Forgione, já havia sinalizado que a sessão com poucos participantes acaba por fazer com que qualquer atuação tenha maior amplitude. "O BC acaba ficando em evidência", declarou.

Os investidores também acompanharam o anúncio de dados da economia dos Estados Unidos. O índice do setor manufatureiro do Federal Reserve de Chicago e a venda de novas moradias nos EUA tiveram altas em novembro acima das expectativas.

As divulgações incentivaram mercados globais, que interpretaram os dados como sinais de solidez da economia norte-americana, o que afastaria a chance de corte da taxa de juros pelo Fed no início do próximo ano.

A variação positiva de 0,09% do dia é a mesma acumulada pelo dólar no mês, apesar da alta de 0,28% na semana. No ano, entretanto, a divisa norte-americana acumula perda nominal de 7,7%.

(Com informações de Reuters e Valor Online)
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