UOL EconomiaUOL Economia
UOL BUSCA

27/02/2007 - 18h55

Efeito China: Bolsa cede 6,63%, pior queda desde 2001; dólar sobe a R$ 2,12

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencou 6,63% nesta terça-feira, aos 43.145 pontos, sob pressão do grande tombo de quase 9% da Bolsa chinesa.

Foi a maior baixa do indicador desde 13 de setembro de 2001 (após o atentado do dia 11 nos EUA), quando o índice cedeu 7,26%. Todas as 58 ações do Ibovespa terminaram em queda. O volume negociado foi de R$ 5,44 bilhões.

BOLSAS DESABAM
Xangai- 8,84%
Buenos Aires- 7,49%
São Paulo- 6,63%
Nasdaq- 3,86%
Dow Jones- 3,29%
As Bolsas do mundo todo foram afetadas. O dólar fechou a R$ 2,12, com avanço de 1,73%, a maior alta em nove meses.

O pregão brasileiro foi afetado pela forte desvalorização verificada no mercado de ações chinês, disse o gerente da mesa de Bovespa da corretora SLW, César Alberto Lopes. "Efeito dominó", completou o operador de outra corretora em São Paulo.

Nas operações desta terça-feira, o Shanghai Composite Index cedeu 8,8%, encerrando aos 2771,79 pontos, o declínio mais expressivo desde 18 de fevereiro de 1997, quando perdeu 9,4%, coincidindo com a morte de ex-líder chinês Deng Xiaoping. O Shenzhen Composto verificou recuo semelhante nesta sessão, de 8,5%, terminando aos 709,81 pontos.

Avaliação
Os próximos dias serão cruciais para se avaliar a natureza da forte queda desta terça-feira da Bolsa de Valores chinesa, que puxou para baixo os indicadores acionários de todo o mundo.

MEDO GLOBAL
Mauricio Lima/AFP
Corretores trabalham na BM&F, em dia de perdas nos mercados de todo o mundo
ENTENDA O QUE ACONTECEU
RISCO BRASIL SOBE 10,4%
Para analistas daquele mercado, somente nas próximas sessões será possível saber se o movimento desta sessão foi pontual ou se foi inaugurada uma fase mais profunda de ajustes.

A dúvida deriva do fato de que os próprios operadores da Bolsa de Xangai não apontaram nenhum fator determinante para o tombo desta terça, preferindo responsabilizar o movimento de realização de lucros por parte dos investidores.


Essa disposição para embolsar os ganhos recentes na bolsa teria sido detonada por várias razões -desde o rali recente das ações até medidas para enxugar a liquidez da economia, passando por rumores de novas iniciativas do governo chinês.

Alguns analistas ponderam, porém, que mesmo se esse for o motivo, a forte baixa de 8,8% no índice Shanghai Composite (para 2.771,79 pontos) sinaliza que o mercado chinês está operando em patamares insustentáveis.

Câmbio
O dólar registrou nesta terça-feira o maior avanço diário desde maio do ano passado, refletindo uma deterioração dos mercados globais por preocupações com um desaquecimento econômico na China e nos Estados Unidos.

O dólar fechou a R$ 2,12, com avanço de 1,73%. O leilão de compra de dólares feito pelo Banco Central à tarde ajudou a acentuar a alta da moeda norte-americana. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vai caindo mais de 7%.

O forte movimento para embolsar lucros nos mercados globais teve como gatilho o declínio de quase 10% da Bolsa de Xangai (China), com temores de medidas do governo para conter especulações e esfriar a economia.

Dados piores que o esperado dos EUA, após o ex-chairman do Federal Reserve Alan Greenspan ter dito na véspera que a maior economia mundial pode entrar em recessão no fim do ano, ampliaram a aversão a risco dos investidores.

(Com informações de Reuters e Valor Online)
Mais
Bolsas sofrem forte queda no mundo todo
Analistas sugerem que perda na Bolsa é passageira e reiteram otimismo
Para Meirelles, queda no mercado acionário reflete aumento na aversão ao risco
Leia outras notícias em UOL Economia

Shopping UOL