Segundo o economista-chefe da Austin Asis Rating, Alex Agostini, a revisão do metódo de cálculo do PIB, não alterou a posição brasileira entre as maiores economias mundiais. O IBGE
anunciou nesta quarta-feira que a alta do PIB em 2006 foi de 3,7% (e não 2,9%, como calculado anteriormente).
O país manteve a 10ª colocação, mas segundo prevê Agostini, até 2010 o Brasil pode atingir o oitavo lugar. "O Brasil tem apresentado níveis de crescimento e taxa de inflação superiores ao Canadá e à Espanha", afirma, ressaltando que o cálculo é realizado a partir do crescimento nominal, sem descontar a inflação.
Segundo ele, somente a Rússia pode ultrapassar o País, já que está com índices de expansão do PIB e de inflação maiores que o do Brasil. Agostini ressaltou ainda que atualmente as dez maiores economias do mundo concentram 70% da riqueza mundial e o Brasil representa 2,2% do PIB mundial.
A revisão do IBGE também elevou a classificação brasileira no ranking de avanço dos PIBs da América Latina. O Brasil, que antes só apresentou um crescimento maior do que o Haiti, ficando em 18º entre 19 países, agora está em 15º, empatado com a Guatemala.
De acordo com cálculos de Agostini, a mudança na metodologia fez o PIB do Brasil ultrapassar pela primeira vez a casa de US$ 1 trilhão, somando US$ 1,067 trilhãoem 2006.
(Com informações da Agência Estado)