O número de postos de trabalho formais, com carteira assinada, aumentou em 1.095.503 no primeiro semestre, uma expansão de 3,96% no período, ou 18,6% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.
O número se refere à diferença entre a criação de 7,3 milhões de vagas e o fechamento de 6,2 milhões.
É a maior expansão já registrada desde que se começou a fazer essa pesquisa, em 1992, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão responsável pelo levantamento. O recorde semestral anterior era de 2004, quando o número de postos formais de trabalho cresceu em 1,034 milhão de vagas.
| O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apontado pelo ministro do Trabalho como um dos fatores do aumento recorde no número de vagas com carteira assinada, terminou o semestre bem longe da meta. Apenas 13,8% do total reservado para 2007 foram gastos na primeira metade do ano. O Plano caminha mais devagar nos setores considerados prioritários. |
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| PAC CUMPRE SÓ 14% DA META |
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Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os números já mostram a influência positiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciado no início do ano, para a economia do país.
"Esse reflexo fica claro na agropecuária e na construção civil, setores onde o governo está investindo pesado. Nesta semana, o Conselho Curador do FGTS aprovou mais R$ 600 milhões para a compra da casa própria por famílias que ganham até cinco salários mínimos, e os números devem continuar crescendo", afirmou Lupi em entrevista coletiva no final desta manhã.
| VAGAS CRIADAS POR REGIÃO |
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| Centro-Oeste | 98.908 | 5,09 |
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| Nordeste | 16.165 | 0,39 |
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| Norte | 34.453 | 3,07 |
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| Sudeste | 756.258 | 4,94 |
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| Sul | 189.719 | 3,68 |
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| Região | Vagas | Variação (%) |
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Os Estados que mais se destacaram em números absolutos, de janeiro a junho, foram São Paulo (486.175 postos), Minas Gerais (186.571), Paraná (95.215) e Rio de Janeiro (63.828). Números positivos também em Rondônia, Maranhão, Santa Catarina e Goiás. Alagoas, no entanto, demitiu mais do que contratou (um total de 34.970 vagas foram eliminadas), situação que se repetiu em outros
Estados nordestinos.
Destaques: campo e construçãoA agropecuária e a construção civil registraram o melhor desempenho, no primeiro semestre deste ano, entre os setores avaliados.
Enquanto no campo houve um crescimento 238.437 vagas (expansão de 16,55%), o setor da construção ampliou em 97.571 o número de novos postos com carteira assinada (acréscimo de 7,22%).
O setor de serviços registrou 327.563 novos postos (crescimento de 2,95%) e a indústria, 299.509 vagas (+ 4,62%).