Embora o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tenha sido otimista em sua declaração sobre a influência do PAC nos números da expansão
recorde do emprego, e dos alardeados esforços e investimentos do governo para o desenvolvimento do Nordeste, foi essa a região que menos registrou abertura de novas vagas no setor formal.
Enquanto o Centro-Oeste --impulsionado pelo agronegócio-- teve aumento de 5,09% dos postos formais com carteira assinada, e o Sudeste ampliou em quase 5% suas vagas (veja tabela), o Nordeste registrou evolução de apenas 0,39% no semestre.
| VAGAS CRIADAS POR REGIÃO |
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| Centro-Oeste | 98.908 | 5,09 |
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| Nordeste | 16.165 | 0,39 |
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| Norte | 34.453 | 3,07 |
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| Sudeste | 756.258 | 4,94 |
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| Sul | 189.719 | 3,68 |
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| Região | Vagas | Variação (%) |
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Na análise dos dados por Estado, a situação nordestina é ainda mais crítica. Alagoas eliminou mais vagas do que criou, entre janeiro e junho deste ano, fechando com saldo negativo de 34.970 postos (-13,16%). Também obtiveram números negativos, com mais demitidos que contratados com carteira, Paraíba (-1,60%), Rio Grande do Norte (-0,30%) e Pernambuco (-0,26%).
O saldo da região sai do vermelho com a força empregadora da Bahia e do Maranhão, com aumento no número de vagas formais de 3,41% e 3,80% respectivamente.
Na comparação nacional proporcional, o Estado que mais criou vagas foi o Mato Grosso (aumento de 8,26%), seguido de Minas Gerais (6,23%) e São Paulo (5,38%). O Rio, mesmo com as obras do Pan, registrou aumento menor, de 2,36%, no número de empregos registrados em carteira.