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03/08/2007 - 10h37

Produção industrial cresce 4,8% no semestre, diz IBGE

Da Redação
Em São Paulo
A produção industrial brasileira cresceu 4,8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho, a alta foi de 1,2% em relação a maio. Foi o nono aumento consecutivo nesse tipo de comparação. Já estão excluídos fatores sazonais (interferências específicas de determinados períodos do ano).

O crescimento na produção industrial brasileira, divulgado nesta sexta-feira, alimenta as expectativas do mercado de que o Banco Central (BC) diminua o ritmo de corte dos juros já em setembro para conter a demanda.
Uma queda muito acentuada dos juros poderia fazer aumentar o consumo. Se a produção de bens não acompanha essa demanda, há risco de inflação. Leia mais
JUROS DEVEM CAIR MENOS
Diante de junho do ano passado, houve elevação de 6,6%, a mais expressiva desde dezembro de 2004 (8,3%), segundo o IBGE.

Nos últimos 12 meses, o acréscimo de produção foi de 3,9%, maior do que aquele apurado nos 12 meses imediatamente anteriores (3,3%).

Entre maio e junho, 18 dos 23 setores de produção pesquisados apresentaram elevação. As maiores altas foram de produtos farmacêuticos (6,7%), refino de petróleo e produção de álcool (3,6%), celulose e papel (3,4%), produtos de metal (3,4%), metalurgia básica (1,7%) e veículos automotores (1,2%).

Em sentido inverso, as maiores quedas foram de fumo (-5,7%), bebidas (-1%) e alimentos (-0,7%).







Frente a junho de 2006, dos 27 ramos investigados, 22 apuraram expansão na produção. Máquinas e equipamentos ampliaram-se 20,6% e se mantevirem como o "maior impacto positivo na formação da taxa global", registrou o IBGE.

Na seqüência, aparecem veículos automotores (12,9%), outros produtos químicos (10,8%), extrativa (8,5%) e metalurgia básica (7,6%).

No segundo trimestre de 2007, a atividade industrial avançou 5,8%, ritmo mais acelerado do que o do primeiro trimestre (3,8%), os dois respeitando o confronto com igual período do calendário passado.

No acumulado janeiro-junho em relação ao intervalo correspondente do exercício anterior, 20 das 27 atividades anotaram incremento na produção, "com a maior contribuição positiva vindo de máquinas e equipamentos (17,5%), onde se observou aumento em aproximadamente 80% dos 81 produtos acompanhados", ressaltou o IBGE.

(Com informações do Valor Online)
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