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20/08/2007 - 11h18

Apesar de turbulência, analistas aumentam previsão de crescimento

Da Redação
Em São Paulo
Analistas do mercado financeiro continuam revisando para cima suas previsões de crescimento da economia brasileira, apesar da forte turbulência por que passam as Bolsas de Valores.

Segundo levantamento semanal feito pelo Banco Central com cerca de cem instituições financeiras que atuam no país, economistas não reduziram suas projeções de crescimento do PIB (produto interno bruto), de expansão da produção industrial e de superávit da balança comercial.

Otimismo
A expectativa de alta do PIB em 2007 agora é de 4,62%, ante 4,6% no levantamento anterior. Quanto à previsão para o ano que vem, os analistas também elevaram os números: de 4,3%, na semana passada, para 4,35%, no levantamento divulgado hoje.

A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2007 passou de 4,76% para 4,81%. Para o ano que vem, a previsão se manteve em 4,5%.

Sobre a balança comercial, os analistas não mudaram as projeções. Continuam estimando um superávit de US$ 43 bilhões neste ano e de US$ 37,05 bilhões em 2008.

Uma das preocupações desencadeadas pela onda de turbulências nas Bolsas é de que a chamada "economia real" (o crescimento do PIB, a produção da indústria, o consumo etc) seja fortemente afetada. A pesquisa do BC mostra que analistas ainda não prevêem um cenário como esse.

Dólar e inflação mais altos
Por outro lado, os especialistas consultados elevaram a estimativa para a taxa de câmbio e para a inflação. O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2007 passou de 3,75% para 3,77%, enquanto em 2008 manteve-se em 4%.

A previsão para a taxa de câmbio no final deste ano subiu de R$ 1,85 para R$ 1,90. Para o fim de 2008, ela permaneceu em R$ 1,95.

A estimativa para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para setembro, é de corte da Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25% ao ano. As projeções para a Selic no fim de 2007 e 2008 ficaram estáveis em respectivamente 10,75% e 9,75%.

(Com informações da Reuters)
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