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28/08/2007 - 16h25

Economia do governo para pagar dívida sobe 15% e soma R$ 47,7 bi até julho

Da Redação
Em São Paulo
A economia de receitas realizada pelo governo federal para o pagamento de juros da dívida (superávit primário) somou R$ 47,695 bilhões entre janeiro e julho, o que equivale a 3,35% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em termos nominais, o montante é 14,9% superior ao resultado do mesmo intervalo de 2006, quando o superávit primário somou R$ 42,498 bilhões (3,27% do PIB). Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional.

Considerando apenas o mês de julho, o superávit primário foi de R$ 5,052 bilhões. O desempenho do sétimo mês do ano ficou abaixo dos R$ 5,188 bilhões registrados em junho (número corrigido pelo Tesouro), mas subiu 40% em relação a julho do ano passado (R$ 3,601 bilhões).

A economia para o pagamento de juros tem um lado ruim. O governo consegue o superávit aumentando impostos e deixando de gastar, por exemplo, em investimentos em obras e serviços.

Esses dados divulgados agora levam em conta a economia feita somente pelo governo federal, o que engloba o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central.

Existem outros números, que ainda serão anunciados, e incluem todo o setor público consolidado (União, Estados, municípios e empresas estatais).

Déficits
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o déficit do INSS somou R$ 23,996 bilhões (1,68% do PIB) e o desempenho de caixa do Banco Central ficou negativo em R$ 378,9 milhões. O superávit do Tesouro Nacional atingiu R$ 72,070 bilhões.

De acordo com o Tesouro, o resultado decorre do aumento da receita total do governo central "vem crescendo em função do desempenho da economia, da evolução do nível de preços e da massa salarial", além de arrecadação adicional com programas de parcelamentos de tributos atrasados.

Receita cresce 13%
No ano, a receita total cresceu 13,2%, somando R$ 346,384 bilhões. O resultado equivale a 24,3% do PIB. Em igual período de 2006, a arrecadação totalizou R$ 307,056 bilhões, equivalente a 23,53% do PIB.

As despesas do governo também subiram. De janeiro a julho, os gastos cresceram 12,86%, atingindo R$ 238,6 bilhões, o equivalente 16,75% do PIB. No mesmo intervalo de 2006, as despesas haviam somado R$ 211,4 bilhões, ou 16,25% do PIB.

Somente as despesas com pessoal e encargos sociais subiram 13,95% de janeiro a julho (R$ 8,14 bilhões a mais), para R$ 58,308 bilhões.

(Com informações de Valor Online)

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