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11/09/2007 - 07h59

Ações na Ásia avançam por petróleo; Xangai cai com inflação

Por Naomi Tajitsu e Ian Chua

TÓQUIO/HONG KONG (Reuters) - As principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira depois que o petróleo nos Estados Unidos chegou perto de bater novo recorde. Apesar disso, preocupações crescentes sobre a economia norte-americana mantiveram uma luz de atenção acesa sobre os mercados e o dólar chegou perto do menor patamar em 15 anos.

O índice MSCI que mede os mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,59% às 7h18 (horário de Brasília), recuperando parte da perda de 1,2% de segunda-feira, apoiado por ações de petrolíferas.

"No momento, o mercado está se agarrando à visão de que nós não veremos um amplo contágio dos problemas do mercado de crédito e que o Federal Reserve vai cortar juros", disse Simon Doyle, diretor de estratégia da Schroder Investment Management, na Austrália.

"Mas há uma probabilidade razoável de que as coisas podem ficar piores e isso pode puxar os mercados para baixo", acrescentou.

A Bolsa de Tóquio subiu 0,71%, para 15.877 pontos, recuperando-se da queda de 2,2% sofrida na véspera.

O mercado acionário de Sydney avançou 0,72%, a 6.235 pontos, enquanto Hong Kong recuou 0,2%. A Bolsa de Taiwan subiu 0,73%. Cingapura subiu 1,53%, a 3.494 pontos e o mercado de Seul registrou valorização de 0,63%, para 1.847 pontos.

Xangai registrou tombo de 4,51%, a 5.113 pontos, depois que dados mostraram que a inflação anual ao consumidor foi de 6,5% em agosto, a maior em dez anos. Isso gerou preocupações sobre a necessidade de aperto monetário, talvez logo no próximo mês, afirmaram analistas.

"Haverá outro aumento de juro este ano e vai acontecer depois do feriado do Dia Nacional", disse Li Mingliang, analista da Haitong Securities em Xangai. O feriado do Dia Nacional acontece na primeira semana de outubro.

Outros dados mostraram que o superávit comercial da China subiu para US$ 25 bilhões em agosto, menos do que o esperado, mais ainda assim o segundo mais alto da história. Em julho a China teve superávit comercial de US$ 24,4 bilhões em julho.

No Japão, dados liberados pouco antes da abertura dos mercados mostraram que as encomendas de máquinas pelo setor privado, importante indicador de investimento das empresas, subiu 17% em julho em relação a junho, superando previsão de economistas de aumento de 5,3%.

Os números mostraram que os investimentos continuam sólidos, mas sozinhos eles não são suficientes para acabar com a incerteza sobre a economia, disse Masuhisa Kobayashi, estrategista-chefe do Barclays Capital.

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