Nível de ocupação é o maior em dez anos; homens estão em desvantagem
Da Redação
Em São Paulo
A porcentagem de brasileiros em idade ativa (aptos para o trabalho) que estava efetivamente trabalhando em 2006 cresceu e atingiu o maior nível dos últimos dez anos. No ano passado, 57,2% da população ativa estava ocupada.
A maior taxa anterior havia sido alcançada em 1995, com 57,6% da população ativa. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O crescimento da ocupação beneficiou as mulheres e deixou os homens para trás. O ano passado foi pior para os homens do que há dez anos. No período, os homens recuaram um ponto percentual, enquanto as mulheres avançaram quase cinco.
Em 2006, 68% dos homens estavam ocupados. Essa taxa era de 69% em 1996. No caso das mulheres, 46,8% delas estavam ocupadas em 2006, em comparação com 41,9% em 1996.
Apesar do ganho feminino, as mulheres eram maioria entre a população desocupada em 2006, representando 57,2% dos trabalhadores que estavam sem emprego.
A participação das mulheres no mercado de trabalho, aliás, tem sido cada vez mais expressiva, segundo o IBGE. A Pnad mostra que a taxa de mulheres em 2004 era de 43,1%; em 2005, 43,5%; e, em 2006; 43,7%.
Na análise do mercado de trabalho regional, foram constatados avanços da participação das mulheres nas regiões sudeste (de 44,2% para 44,8%) e sul (de 44,6% para 45,0%). Nas regiões norte, nordeste e centro-oeste, não houve alteração significativa.
Desocupados Em um ano, de 2005 a 2006, o número geral de desocupados, incluindo homens e mulheres, foi reduzido em 742 mil pessoas.
A taxa de desocupação caiu quase um ponto percentual, indo de 9,3% (em 2005) para 8,4% em 2006. No ano passado, 8,2 milhões estavam desocupados.
À exceção do sul, a taxa de desocupação diminuiu em todas as regiões. A região sudeste apresentou o índice de desocupação mais alto (9,6%). A região sul teve a mais baixa (6%).