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16/11/2006 - 16h19

Morre o economista americano e Nobel Milton Friedman

WASHINGTON, 16 Nov (AFP) - O economista americano Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia em 1976, morreu nesta quinta-feira aos 94 anos, informou o centro de pesquisa liberal Cato Institute.

A VIDA DO NOBEL DE ECONOMIA
Reuters - 9.mai.02
O economista Milton Friedman
Nascimento: 31/07/1912
Local: Nova York (EUA)
Formação: mestrado em economia na Universidade de Chicago
Destaque: vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1976
"O grande economista do livre mercado Milton Friedman morreu hoje", informou o instituto num comunicado.

Segundo o Wall Street Journal, Friedman foi vítima de um ataque cardíaco no hospital para onde foi transportado, perto de sua casa, em San Francisco.

Era considerado líder da Escola de Chicago e seu nome é associado às teorias "monetaristas", que consideram que a inflação pode ser controlada pela oferta monetária.

Foi agraciado com o Nobel por suas realizações nos campos de análise do consumo, de história monetária e da teoria e demonstração da complexidade da política de estabilização.

Milton Friedman, originário de uma família pobre, vinda da Rússia, nasceu no bairro do Brooklyn, em Nova York, a 31 de julho de 1912. No auge da Grande Depressão (1932), Friedman concluiu os estudos em Rutgers, tendo se destacado nas disciplinas de Matemática e Economia, escolhendo a Universidade de Chicago para cursar o mestrado em Economia.

Trabalhou com Frank Knight que, na época, destacava-se nos meios acadêmicos por suas teses conservadoras. É nesse contexto que começou a enraizar a idéia de que a solução para os problemas de uma sociedade é dada por um sistema de competitividade e liberdade absoluta.

Participou do Programa de Reconstrução do New Deal, especificamente num estudo sobre os padrões de consumo familiar. Friedman foi colunista da revista semanal Newsweek e membro do Departamento Nacional de Pesquisas Econômicas (EUA). Foi também conselheiro do governo chileno do General Pinochet e muitas de suas idéias foram aplicadas na primeira fase do governo Nixon.

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Friedman foi figura emblemática na economia

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