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18/10/2007 - 15h01

Bird busca contribuições no setor privado para ajudar países pobres

WASHINGTON, 18 Out 2007 (AFP) - O Banco Mundial (Bird) vai buscar contribuições no setor privado para completar ainda este ano o fundo de recursos para os países mais pobres, a Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA), anunciou nesta quinta-feira o presidente da entidade, Robert Zoellick.

A estratégia representa uma inovação, já que a IDA se alimentava até agora apenas de contribuições dos Estados. Segundo Zoellick, a idéia é "ampliar a base de apoio" para as 81 nações mais pobres do mundo.

Sem indicar a quantia que precisa obter de empresas e doadores privados, Zoellick assegurou que algumas instituições já demonstraram interesse em participar deste mecanismo, que ainda está numa "fase muito inicial" de concepção.

Na América este fundo beneficia a Bolívia, a Nicarágua, Honduras, Guatemala e Guiana.

"Um fato animador é que uma série de companhias se aproximou de nós, com esta possibilidade", afirmou.

"É uma declaração de confiança no que estamos fazendo", disse, explicando também que este sistema deve ser aprovado pela direção do Bird.

"Para o final do ano espero que possamos ter nossas contribuições para a IDA", afirmou em entrevista antes da assembléia anual do Bird e do Fundo Monetário Internacional (FMI) que será realizada neste fim de semana em Washington.

"De qualquer forma, temos que canalizar isto através dos processos de nossa direção. Não vejo nenhum problema em particular, mas enquanto não fizermos isso não poderemos dar passos com as empresas", continuou.

"Se conseguir avançar nesta iniciativa, teremos chances de atingir outros objetivos estratégicos que eu gostaria de incentivar, que é atrair o setor privado para o novo mecanismo", disse Zoellick.

O chefe do Bird, que participará pela primeira vez nesta qualidade das reuniões do fim de semana com o FMI depois de substituir no cargo Paul Wolfowitz há quase três meses, destacou que quer ir além das companhias privadas e buscar apoio de fundações.

"Não vejo nosso esforço como algo somente limitado a companhias privadas", destacou, dizendo que ao mesmo tempo que as fundações participando desta idéia.

A última vez que este fundo foi formado, o total arrecadado foi de US$ 33 bilhões.

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