30/11/2005 - 10h56 PIB brasileiro cai 1,2% no terceiro trimestre do ano
Rio de Janeiro, 30 nov (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 1,2% no terceiro trimestre do ano em comparação ao segundo, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB reflete o total das riquezas produzidas no país.
Em relação ao terceiro trimestre de 2004, o PIB cresceu apenas 1%, e há sinais claros de que o ritmo da economia está começa a desacelerar, segundo se observa do boletim trimestral de indicadores do IBGE.
Nos três primeiros trimestres do ano, o PIB acumulou um crescimento de 2,6% em relação aos primeiros nove meses de 2004.
No acumulado de quatro trimestres, a taxa cresceu 3,1% em comparação aos quatro trimestres anteriores. Este número está próximo do 3,5% de crescimento projetado pelo Governo e analistas privados para todo o ano de 2005.
Segundo o relatório do IBGE, no terceiro trimestre houve uma forte queda no indicador de Formação Bruta de Capital Fixo, que caiu 0,9% em comparação ao aumento de 4,7% no segundo trimestre.
O indicador reflete, entre outros, a intenção dos setores produtivos de investir em máquinas e equipamentos úteis para aumentar a oferta de bens disponíveis no mercado.
O consumo do governo também apresentou resultado negativo, com uma queda de 0,4% em relação ao segundo trimestre.
O consumo das famílias teve uma discreta variação positiva de 0,8%, e as exportações de bens e serviços cresceram 1,8%, nos dois casos em comparação ao segundo trimestre.
Em relação ao terceiro trimestre de 2004, os resultados em geral apresentam uma tendência levemente positiva, com crescimento geral do PIB de 1%.
Entre os dois períodos, o setor de serviços cresceu 1,5% e a indústria, 0,4%. A agropecuária, motor da economia brasileira, caiu 1,9%, arrastada por menores colheitas em produtos-chave como trigo, café, laranja e soja.
No setor industrial, a extração de minerais cresceu 10,3%, o que permitiu, em parte, compensar as perdas em outros segmentos da economia, como a construção civil, que caiu 1,9%, e a indústria de transformação, com queda de 0,9%.
O setor de serviços foi o que teve melhor desempenho, com taxas positivas em todos os setores. O maior crescimento foi no setor de transportes (3,2%) e no comércio a varejo (2,3%).
A demanda externa sustentou grande parte do crescimento obtido no terceiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2004. As exportações de bens e serviços cresceram 12,3%, e as importações aumentaram 9,4%.
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