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28/08/2007 - 12h33

Confiança de consumidores dos EUA em economia registra forte queda em agosto

Nova York, 28 ago (EFE).- A confiança dos consumidores dos Estados Unidos no desempenho da economia registrou uma forte queda em agosto, devido, em parte, a condições de negócio e de emprego menos favoráveis, informou hoje a entidade The Conference Board.

O índice de confiança elaborado pela empresa privada de análise econômica se situou em 105 pontos em agosto, comparado aos 111,9 pontos do mês anterior.

Os economistas previam um registro de 104,5 pontos.

A pesquisa, que se baseia em uma avaliação com 5 mil famílias americanas, também revelou uma diminuição na confiança em torno da situação da economia no presente e com relação a suas perspectivas de futuro.

O índice de confiança nas condições presentes se situou em 130,3 pontos, frente aos 138,3 pontos de julho.

Sobre o comportamento da economia nos próximos meses, o índice caiu para 88,2 pontos, comparado com os 94,4 pontos do mês anterior.

A diretora do Centro de Pesquisa do Consumidor na entidade, Lynn Franco, ressaltou, ao divulgar os dados, que "uma moderação nas condições de negócio e no mercado de trabalho freou a confiança dos consumidores este mês".

Franco também citou a volatilidade nos mercados financeiros e as preocupações provocadas pelo setor de empréstimos hipotecários de risco como outros fatores que explicam a redução da confiança dos consumidores na economia.

A diretora ressaltou, no entanto, que os atuais níveis dos índices "sugerem mais crescimento econômico nos próximos meses".

Dos participantes da pesquisa, 26,4% consideraram que as atuais condições de negócio são "boas", em relação aos 28,3% do mês anterior.

Ao contrário, 16,3% estimaram que estas condições são "ruins", comparado aos 14,5% que tinham esta percepção em julho.

Também foi registrado um aumento na percentagem, para 19,7%, dos que consideraram difícil conseguir emprego, frente os 18,7% do mês anterior.

Quanto às perspectivas para um prazo de seis meses, 10,6% deles estimaram que as condições de negócio deverão piorar, frente aos 8,2% de julho, e também percebem uma atitude mais cautelosa sobre as condições do mercado de trabalho no futuro.

A proporção de consumidores que consideram que sua renda deverá aumentar nos próximos meses se manteve em 19,1%, praticamente sem mudanças com relação a julho.

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