SÃO PAULO - O brasileiro é o consumidor que mais paga impostos na hora de comprar um carro. Entre IPI, ICMS, PIS, Cofins, mais de 30% do valor do veículo são destinados aos tributos.
No entanto, mesmo com a alta carga tributária, o advento do crédito e as facilidades de financiamento e juros menores mantêm o sonho do carro zero entre os planos dos brasileiros.
Em númerosPara se ter uma idéia, na compra de um carro popular, no valor de R$ 30 mil, por exemplo, cerca de R$ 9 mil vão para o governo. A Itália, por exemplo, que aparece como o segundo país com os impostos mais altos na compra de veículos, de acordo com a Anfavea, destina 16,7% do valor do carros aos cofres públicos.
Confira o o ranking da Anfavea sobre a participação dos tributos no preço do carro:
País | Participação dos tributos (%) |
Brasil | 30,4 |
Itália | 16,7 |
Reino Unido | 14,9 |
Espanha | 13,8 |
Alemanha | 13,8 |
Japão | 9,1 |
Estados Unidos | 6,1 |
Fonte: Anfavea/2005Vendas internasApesar da alta tributação, o brasileiros seguem comprando. De acordo com Marcelo Goldman, da AGF Seguros, o ano de 2007 deve bater todos os recordes de vendas de veículos novos.
Para o ano, a Anfavea previa um crescimento de 12% sobre 2006, totalizando cerca de 2 bilhões de veículos. No entanto, os financiamentos com prazos alongados e juros baixos, que desde 2005 incentivam a compra, devem colaborar para que a estimativa seja ultrapassada.
SegurosO setor de seguros de automóveis vê com bons olhos esse aumento das vendas, pois, quanto mais veículos em circulação, maior a chance de expansão do mercado.
No entanto, apesar do otimismo, Goldman não acredita que a alta nas vendas de veículos zero quilômetro não terá muito impacto no faturamento do setor devido à queda do valor do prêmio médio.
"A boa rentabilidade do setor e a queda da sinistralidade, registrada em 2006, foi responsável pela diminuição dos preços nos primeiros meses de 2007", declarou.