22/05/2007 - 10h22
Analistas apostam na Bolsa, mas alertam para possível correção: o que fazer?

SÃO PAULO - Qual estratégia deve ser adotada quando as premissas de longo prazo parecem bastante favoráveis ao mercado de ações, mas o histórico recente muito positivo deixa em evidência a possibilidade de uma realização de lucros mais vigorosa no curto prazo?
Esta é a pergunta que muitos investidores devem estar se fazendo à luz do atual cenário para a renda variável brasileira. Há quase um consenso entre os analistas de que a tendência primária para a Bolsa é de alta, muito embora a chance de uma correção no curto período seja grande, dados os sucessivos recordes quebrados pelo seu principal índice.
Simplesmente esperar o mercado realizar para, então, retornar às compras, pode representar uma perda de oportunidade, dado que ainda não há sinais evidentes de inversão da tendência. O que fazer, portanto? Apesar de não haver uma receita definida para momentos como o vivido pelo mercado acionário, seguir alguns passos pode render uma estratégia bem sucedida.
Maior prazo
Ora, se o cenário de longo prazo é consensualmente animador, a recomendação trivial é alongar o horizonte temporal de seus investimentos. Ainda que ocorra uma forte correção no curto prazo, ela tende a ser absorvida com facilidade caso o panorama positivo de longo período se confirme.
Portanto, tente evitar o foco estritamente em ganhos rápidos. Comprar ações para mantê-las em carteira por mais tempo neste momento pode deixá-lo incólume a ajustes de curto prazo para baixo no preço dos ativos.
Os fundamentos ajudam
Com a Bolsa como um todo mostrando indicadores bastante esticados, em uma sugestão de iminência de um ajuste, selecionar com critérios bastante rigorosos quais papéis adquirir pode render bons frutos.
É a famosa "seleção natural" proposta por Darwin na Biologia. Os mais fortes acabam sobrevivendo mesmo em momentos de maior dificuldade. Procure por bons fundamentos operacionais, expectativa de sólido crescimento e lucros crescentes nos últimos anos.
Fuja do ciclo
Como o ambiente para a economia doméstica se mostra de grande previsibilidade e com aspectos favoráveis ao investimento em ações - redução dos juros, aceleração do crescimento, maior penetração do crédito, inflação controlada, entre outros -, o principal catalisador para uma forte correção internamente tende a ser oriundo da esfera externa.
Desta forma, estar muito exposto a papéis de empresas atreladas ao ciclo da economia internacional pode não ser uma estratégia ideal para o atual contexto.
Posto que a aceleração da economia brasileira parece líquida e certa, um posicionamento em títulos vinculados à demanda doméstica surge como boa opção.
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