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18/10/2007 - 13h39

Com que fundo eu vou: veja hora certa para apostar - ou evitar - cada modalidade

SÃO PAULO - Quando e onde investir? A dúvida é comum àqueles que acabaram de entrar no mundo das aplicações e, até mesmo, entre uns e outros investidores mais experientes. O medo de errar na escolha pode fazer com que muitos percam ótimas oportunidades de multiplicar o patrimônio, assim como o desconhecimento quanto ao assunto faz com que os ansiosos acabem por tomar atitudes não muito bem analisadas e que, como conseqüência, tragam prejuízos.

Em se tratando de fundos, foram escolhidas cinco modalidades para serem exploradas: DI, renda fixa pré-fixados, multimercados, ações e cambiais. Veja o resumo das características de cada um, assim como a melhor época para apostar - e para evitar - na aplicação. As dicas são dos especialistas José Godoy, Luiz Gustavo Medina e Marco Antonio Gazel Junior.

Referenciados DI

São fundos de renda fixa que buscam acompanhar a evolução do CDI/Selic. Essa modalidade investe em títulos pós-fixados do governo, acompanhando a evolução da política monetária e protegendo o investidor de uma eventual alta nos juros. A expectativa de rentabilidade deve ter como referência a Selic, descontada a taxa de administração do fundo:


  • quando investir: quando os juros estiverem baixos, estáveis com tendência de alta ou subindo

  • quando evitar: quando os juros chegam a um patamar muito baixo, como foi o caso dos Estados Unidos em 2002, o rendimento desse fundo se torna tão baixo que vale a pena procurar outro tipo de aplicação.


Renda fixa pré-fixado

Nessa modalidade, são visados títulos públicos e privados pré-fixados. Há aqueles com "alavancagem" [possibilidade de investimento maior do que os ativos do fundo]: nesse caso, é fundamental entender quais tipos de operações são realizadas e qual o possível retorno em relação ao fundo sem alavancagem, para entender se vale a pena investir nele.


  • quando investir: quando os juros estiverem em tendência de baixa

  • quando evitar: quando os juros chegam a um patamar muito baixo.


Multimercados ou renda mista

Essa é tida como a categoria mais moderna que existe por misturar a gestão de renda fixa e variável. O tipo de fundo apresenta uma gama muito grande de estratégias, riscos e rentabilidade, sendo assim fundamental a confiança na gestão.


  • quando investir: quanto mais baixo o patamar de juros, melhor. É interessante permanecer na carteira por ao menos nove meses para compensar as oscilações mensais dos retornos

  • quando evitar: quando o tempo que tem para seu dinheiro for inferior a nove meses ou se houver necessidade de garantia de rentabilidade mensal.


Ações

Por serem fundos de renda variável, é impossível precisar qual será a rentabilidade ou se, na verdade, haverá prejuízo. Pelo menos 67% de sua carteira é composta por ações.


  • quando investir: em períodos de crescimento econômico. De preferência, a aplicação deve ser de, no mínimo, 18 meses

  • quando evitar: quando houver recessão ou necessidade de resgatar a aplicação em menos de 18 meses.


Cambiais

São fundos que aplicam pelo menos 80% de sua carteira em ativos relacionados diretamente à moeda estrangeira (comumente dólar norte-americano e/ou euro), podendo ter ou não alavancagem.


  • quando investir: sempre que tiver necessidade de proteger o patrimônio em relação a alguma moeda, não para ganhar dinheiro, mas sim para garantir algum compromisso futuro, como uma viagem ao exterior, por exemplo

  • quando evitar: é muito difícil adivinhar se o Real vai desvalorizar ou valorizar. Especulações são perigosas.


*As informações constam no livro "As dicas do sr. Alceu: investindo sem erro", publicado pela Editora Saraiva em 2006

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