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18/10/2007 - 14h39

Depois de alta e estabilidade, endividamento cai para 56%

SÃO PAULO - Depois de subir entre julho e agosto e não se alterar em setembro, o nível de endividamento dos paulistanos inverteu a trajetória passando de 59% para 56% em outubro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (18) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), em sua Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).

Conforme o levantamento, tomando como base o mesmo mês de 2006, a proporção de pessoas com dívidas caiu seis pontos percentuais.

Contas em atraso

Do total de consumidores endividados, 38% disseram ter contas em atraso neste mês, o que representa dois pontos percentuais a menos do que em setembro.

Além disso, 28% dos entrevistados afirmaram que o tempo de atraso das dívidas é de até 30 dias; 26%, de 30 a 60 dias; 15%, de 60 a 90 dias; e 30%, mais de 90 dias. Quanto aos motivos para a inadimplência, o desemprego foi apontado por 30% dos consumidores, seguido pelo descontrole financeiro (28%).

Para 45% dos consumidores, o cartão de crédito é o grande vilão. Os carnês vêm logo a seguir, com 24%. Além disso, 19% apontaram os gastos com alimentação como sendo os que mais afetaram as dívidas atuais.

Comprometimento da renda

O comprometimento da renda dos consumidores, que indica quanto do rendimento está empenhado com o pagamento das dívidas, permaneceu nos 33% verificados em agosto e setembro.

Em relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de três meses a um ano (41%). O restante divide-se entre os períodos de até três meses (23%) e mais de um ano (34%).

Ainda segundo o levantamento, 70% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante ainda neste mês, o que representa três pontos percentuais a menos em relação ao nono mês do ano.

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