23/11/2005 - 20h02 Para CNI, Copom perdeu oportunidade de promover corte maior da taxa
SÃO PAULO - Ao reduzir a taxa de Selic para 18,5% ao ano, o Banco Central perdeu oportunidade de promover uma redução mais forte da taxa de juros. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, para quem a desaceleração da indústria, associado ao dólar mais baixo e a inflação sob controle, seria justificativa suficiente para uma decisão menos conservadora por parte do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para ele, o cenário econômico permite uma queda de pelo menos um ponto percentual no juro primário. Conforme técnicos da entidade, a decisão de reduzir a taxa em apenas 0,50 ponto percentual é alinhada com o perfil de atuação do colegiado, considerado "gradualista", mas "está aquém do que é possível".
De acordo com a CNI, a principal justificativa para um posicionamento mais flexível está na perda de ritmo da atividade econômica e da produção industrial. Além disso, a entidade avalia que não está sendo observado um aumento do consumo e os índices de inflação continuam se mantendo dentro das metas do Banco Central.
A CNI destaca, ainda, que um corte mais agressivo da taxa de juros é importante não só para controlar a inflação, mas também para dar "maior consistência à estabilidade macroeconômica, com o aprofundamento da política fiscal como âncora da estabilidade".
(Valor Online)
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