! Presidente amplia vantagem na pesquisa Datafolha - 25/05/2006 - Valor Online
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25/05/2006 - 07h58
Presidente amplia vantagem na pesquisa Datafolha

SÃO PAULO - Os resultados da pesquisa Datafolha são favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva: em todos os cenários apresentados o presidente ganharia no primeiro turno. Lula aparece com 44% das intenções de voto, exatamente o dobro do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Em um eventual segundo turno, Lula ganharia por 52% a 35 % de Alckmin.

Nesse cenário para o primeiro turno, a senadora Heloísa Helena (AL), do P-SOL, aparece em terceiro, com 7%. Enéas, do Prona, tem 3%. Tanto o candidato do PMDB, senador Pedro Simon (RS), quanto o do PPS, deputado Roberto Freire (PE) têm 2%. Os últimos são Cristovam Buarque (PDT) e José Maria Eymael (PDC), ambos com 1%, segundo a pesquisa divulgada ontem, no " Jornal Nacional " , da Rede Globo.

O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os que não sabem ou que não quiseram opinaram são 7%. Foi a primeira sondagem em que Pedro Simon aparece. Nas outras, o candidato pemedebista era o ex-governador do Rio Anthony Garotinho.

Além do cenário apresentado, o Datafolha propôs mais outras três possibilidades, variando o postulante do PMDB. Com Garotinho na disputa, Lula teria 43%, Alckmin 21% e o pemedebista, 7%, seguido por Heloísa Helena, com 6%. Caso o candidato fosse o ex-presidente Itamar Franco, ele apareceria em quarto, com 6%. Nesse caso, o candidato petista teria 43% e o tucano 21%, seguido pela candidata do PSol, com 6%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 24 de maio, em 258 municípios, com seis mil eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na última pesquisa realizada pelo Datafolha, em 06 e 07 de abril, Lula aparecia com 40%, o dobro das intenções de voto de Alckmin. Garotinho tinha 15%.

O resultado do Datafolha mostra informações semelhantes à outra pesquisa divulgada ontem, pelo CNT/Sensus: a diferença entre o candidato petista e o postulante tucano é o dobro, nos dois levantamentos.

(Cristiane Agostine | Valor Econômico)