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29/06/2006 - 08h24
IGP-M, que reajuste aluguéis, dobra em junho e atinge 0,75%

SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) terminou junho com elevação de 0,75%, influenciado pela alta dos preços no atacado, especialmente dos produtos agrícolas. Em maio, o índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) tinha registrado aumento de 0,38%.

De acordo com o mais recente relatório de mercado elaborado pelo Banco Central (BC) junto a cem instituições financeiras, a projeção dos analistas para o IGP-M de junho era de inflação de 0,47%.

O indicador, usado na correção de tarifas de energia e de boa parte dos aluguéis, soma 1,40% de incremento no acumulado do ano e apresenta 0,86% de alta nos últimos 12 meses.

Neste mês, o Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, verificou acréscimo de 1,11%, após avançar 0,43% em maio. Os produtos industriais subiram 0,90% e os produtos agrícolas expandiram-se em 1,80%.

Dois dos três estágios de produção compreendidos pelo IPA apuraram elevação de preços no período. A exceção ficou com os Bens Finais, que declinaram 0,81%, acentuando a tendência de baixa verificada em maio, quando diminuíram 0,66%, influenciados por alimentos e combustíveis.

Os Bens Intermediários na produção subiram 1,63% depois de um aumento de 0,85% no quinto mês deste ano. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura contribuiu para o resultado, ao avançar 1,81%, invertendo a direção anterior, de queda de 0,32%.

As Matérias-Primas Brutas cresceram 2,75% em junho, sucedendo um incremento de 1,16% em maio. Itens agropecuários como soja em grão, cana-de-açúcar e mandioca foram os principais responsáveis pela aceleração desse grupo.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, apresentou deflação de 0,44% no sexto mês de 2006, após um acréscimo de 0,07% em maio. Transportes e Alimentação influenciaram no recuo da taxa ao declinarem 0,54% e 1,86%, respectivamente. Em maio, o primeiro ramo cedeu 0,34% e o segundo, 0,22%.

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do IGP-M, subiu 1,45% em junho, excedendo o avanço de 0,81% do mês antecedente. Materiais cresceram 0,42% e Serviços tiveram ampliação de 0,51%. O índice que capta o custo da mão-de-obra sofreu acréscimo de 2,43% em decorrência dos reajustes salariais nas cidades de Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Recife.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

(Valor Online)