! Presidente da Claro diz sofrer "pressão interna", e não do controlador, para ampliar a rentabilidade - 27/07/2006 - Valor Online
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27/07/2006 - 17h08
Presidente da Claro diz sofrer "pressão interna", e não do controlador, para ampliar a rentabilidade

SÃO PAULO - João Cox, que assume a presidência da Claro no dia 1º de agosto, afirmou há pouco, em encontro com os jornalistas, que sofre "uma pressão interna" para ampliar a rentabilidade da companhias, mas não recebe a mesma pressão por parte do controlador, o grupo mexicano América Móvil.

"Eu, que me orgulhava de presidir a operadora que tinha a melhor rentabilidade do setor (a Telemig Celular), confesso que me incomodo de saber que a empresa poderia estar ganhando mais dinheiro", disse ele.

Cox salientou, no entanto, que "o acionista pensa no longo prazo e não tem expectativas imediatistas". Por isso, ele disse que a empresa vai crescer e ampliar as margens "gradualmente", sem pressa.

A Claro passou de uma margem Ebitda negativa no segundo trimestre de 2005 para um índice positivo de 12,7% das receitas no mesmo período deste ano. O prejuízo operacional caiu para R$ 171 milhões, enquanto um ano antes foi de R$ 547 milhões.

Luis Cosio, que passa o cargo para Cox em 1º de agosto e assume outras funções no México, disse que "uma margem razoável" para a atividade de telefonia móvel seria por volta de 30%, mas a empresa não tem uma data para alcançá-la.

Segundo Cosio, a melhora nos resultados da Claro foi conseguida graças "ao controle forte dos custos e das despesas". Para ele, esse controle é que permite a agressividade comercial da companhia, que por vários meses ofereceu aparelhos a R$ 1. A Claro "foi muito criticada por isso, mas o resultado está aí", disse ele.

(Taís Fuoco | Valor Online)