27/07/2006 - 19h14 Claro questiona viabilidade da 3ª geração de telefonia celular em um país com 80% de pré-pagos
SÃO PAULO - Luis Cosio, que deixa a presidência da Claro no dia 1 de agosto para assumir outras funções no grupo mexicano América Móvil, considera prematuro o Brasil falar na licitação de terceira geração de telefonia móvel. "Em um mercado com 80% de celulares pré-pagos vai ser viável ter terceira geração?", questionou o executivo, em encontro com a imprensa.
Segundo Cosio, a Claro, antes de pensar na próxima geração, quer tornar rentável a atual. "Há muitos serviços que poderiam ser mais bem explorados" na atual plataforma, acrescentou Roberto Guenzburger, diretor de marketing da operadora brasileira.
Questionado sobre o fato de a TIM ter adotado outro discurso e passado a aceitar que a venda das licenças da próxima geração aconteça no primeiro semestre de 2007 - como planeja a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) -, Cosio afirmou que "a Claro chegou na festa um ano e meio depois", como terceira operadora do mercado e, por isso, ainda considera cedo falar no assunto.
Cosio ainda declarou que "não é imprescindível ter uma operação nacional" na área de telefonia móvel e que "não faria sentido" entrar algumas regiões do país. A empresa é sempre citada como a possível compradora da Telemig Celular - de onde, aliás, trouxe o seu futuro presidente, o brasileiro João Cox -, mas Cosio reiterou que esse assunto "é uma questão para os acionistas".
(Taís Fuoco | Valor Online)
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